Olá carissimos,
O Descondenado Lula afirmou, nessa sexta-feira, 06 de fevereiro de 2026, que uma eventual derrubada do veto ao projeto que altera regras de dosimetria de penas seria uma desmoralização do Supremo Tribunal Federal (STF), pois eventualmente, poderia colocar Bolsonaro em liberdade. Segundo o senil e desmemoriado petista, a medida colocaria em risco a credibilidade da Corte, que julgou e condenou envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2026.
A declaração de Lula não é apenas ironia, é deboche institucional. A fala beira o cinismo quando vem justamente de quem só voltou ao jogo político graças à maior ginástica jurídica já vista na história recente do país.
A desmoralização do Supremo não começou com Bolsonaro, nem passa por ele. Ela foi oficialmente inaugurada no dia em que o ministro Edson Fachin, numa canetada solitária, varreu para debaixo do tapete todas as condenações de Lula, rasgando anos de investigações, decisões colegiadas e sentenças confirmadas em múltiplas instâncias. Num passe de mágica, o condenado virou “inocente”, e o presidiário virou presidente.
Foram 580 dias atrás das grades, numa cela da Polícia Federal em Curitiba, não por perseguição política, mas por condenações robustas. Depois, veio o atalho jurídico. E Lula saiu pela porta da frente não porque foi absolvido dos fatos, mas porque o jogo mudou no apito final.
Agora, o mesmo personagem posa de guardião da moral institucional e tenta vender a narrativa de que o STF corre risco de desmoralização. Risco? Não. O estrago já foi feito.
O discurso soa ainda mais hipócrita quando se lembra que o próprio Lula já atacou frontalmente a Suprema Corte, acusando-a de covardia durante seu julgamento. Naquela época, criticar o STF era legítimo. Hoje, virou crime retórico, dependendo de quem fala e de quem é o alvo.
Há algo de patológico nesse moralismo seletivo. Lula aponta o dedo para Bolsonaro, mas três dedos retornam acusatórios para si mesmo, lembrando ao país que sua liberdade política não veio da absolvição, mas de um malabarismo jurídico que feriu de morte a confiança popular no Judiciário.
Se libertar Bolsonaro desmoraliza o STF, então o que foi libertar Lula? Um ato de justiça divina? Ou apenas a confirmação de que, no Brasil, a toga pesa menos que o projeto de poder?
O STF não está sob ameaça. Ele já foi usado, explorado e desgastado. E quando a Justiça passa a ter lado, deixa de ser Justiça, vira instrumento. E instrumento, cedo ou tarde, perde o respeito.
(*) Professor e analista político
Não
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