Por Taciano Medrado*
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou uma mudança significativa nas regras para transmissões realizadas dentro dos estádios em competições sob sua organização, incluindo o Campeonato Brasileiro de Futebol. A partir de agora, emissoras de rádio e web rádios estão proibidas de exibir imagens em vídeo dos profissionais que atuam nas cabines de imprensa durante as partidas.
Pelas novas diretrizes, permanece autorizada exclusivamente a transmissão em áudio, narração, comentários e reportagens, sem qualquer exibição de imagens ao vivo da cabine. Caso a cobertura ocorra em plataformas digitais como YouTube ou similares, será permitida apenas a utilização de imagem estática, como foto do comunicador ou logomarca da emissora, vedada a transmissão de vídeo em tempo real com reações ou bastidores da equipe.
A determinação já foi oficialmente comunicada aos veículos credenciados para a cobertura das competições organizadas pela entidade.
Padronização com modelo internacional
De acordo com a CBF, a medida segue padrão semelhante ao adotado em torneios promovidos pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). O argumento central é a necessidade de uniformizar procedimentos relacionados aos direitos de imagem e à utilização dos espaços internos dos estádios, garantindo maior controle sobre o conteúdo audiovisual produzido nas arenas.
A regra passa a valer para todas as competições administradas pela confederação e inclui a proibição de gravações em vídeo nas áreas destinadas à imprensa.
Repercussão negativa entre profissionais
A decisão gerou críticas entre jornalistas esportivos e comunicadores digitais, especialmente aqueles que utilizam plataformas online para ampliar o alcance das transmissões. Para parte da categoria, a presença em vídeo representa não apenas modernização do rádio tradicional, mas também um importante canal de aproximação com o público, fortalecendo marcas e ampliando a audiência.
Até o momento, a CBF não sinalizou recuo ou revisão da medida. As emissoras seguem autorizadas a transmitir normalmente as partidas, desde que respeitem as novas regras impostas pela entidade.
O tema reacende o debate sobre os limites entre direitos comerciais, liberdade de atuação da imprensa e a transformação digital no esporte brasileiro, um campo onde tradição e inovação caminham, muitas vezes, em direções opostas.
(*) Redação
Não
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