A Corte de Apelação de Roma, na Itália, negou, na última terça-feira (10/02), o pedido apresentado pela defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli no âmbito do processo de extradição que tramita no país europeu.
A solicitação buscava a substituição dos juízes responsáveis pelo caso, sob a alegação de “evidências de parcialidade” no colegiado. O tribunal, no entanto, rejeitou o requerimento, mantendo a composição original que analisa o processo.
Entenda o caso
Após ser condenada por envolvimento na invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Carla Zambelli deixou o Brasil e se mudou para a Itália. Diante da saída do país, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou sua prisão preventiva.
O pedido foi acatado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou a inclusão do nome da ex-parlamentar na lista vermelha da Interpol — mecanismo utilizado para localizar e prender foragidos internacionais.
Zambelli foi condenada a:
10 anos e 8 meses de prisão, como autora intelectual da invasão ao sistema do CNJ;
5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, em razão do episódio ocorrido às vésperas das eleições de 2022, quando perseguiu um homem na rua apontando uma arma.
No dia 29 de julho, a ex-deputada foi presa em um apartamento em Roma. A Corte de Apelação italiana destacou o “grave risco de fuga” caso ela permanecesse em liberdade.
O governo brasileiro formalizou o pedido de extradição, que segue sob análise das autoridades italianas.
O desfecho do caso poderá ter impacto jurídico e político relevante, especialmente no debate sobre responsabilização de agentes públicos e cooperação internacional no combate a crimes transnacionais.
(*) Redação do TMNews do Vale
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