Cancão de Fogo repete o piado da canção da despedida

Depois de piar o canto da despedida na Copa do Brasil, o Cancão de Fogo repete o canto no Baianão e é eliminado na semifinal pelo Bahia


Por Taciano Medrado*

O Cancão de Fogo voltou a entoar, mais cedo do que o torcedor gostaria, a conhecida melodia da despedida. Depois de dar adeus à Copa do Brasil, a Sociedade Desportiva Juazeirense repetiu o roteiro no Campeonato Baiano em plena Arena Fonte Nova na tarde desse sábado(28) e viu o sonho da final ruir diante do Esporte Clube Bahia, quando o árbitro deu o apito final e o placar apontava 4 x 2 para o tricolor de aço.

O enredo já parecia conhecido. Um time aguerrido, que luta, que tenta impor seu ritmo, mas que esbarra em limitações técnicas e na falta de consistência nos momentos decisivos. Contra um adversário de maior investimento e elenco mais qualificado, o Cancão mostrou disposição, mas disposição, sozinha, não decide semifinal.

A eliminação no Baianão escancara um problema recorrente: a dificuldade da Juazeirense em transformar campanhas competitivas em conquistas efetivas. Chegar até aqui não é desprezível. Mas para um clube que se consolidou como força emergente do interior baiano, ficar apenas no “quase” começa a soar como estagnação.

O torcedor, fiel e resiliente, fez sua parte. Compareceu, incentivou, acreditou. Porém, dentro das quatro linhas, faltou algo além da entrega: faltou ousadia, faltou repertório tático e, principalmente, eficiência. Em jogos grandes, o erro custa caro, e o Cancão pagou.

É preciso reconhecer o mérito do Bahia, que soube administrar o confronto com maturidade e experiência. Mas também é necessário cobrar planejamento mais robusto da Juazeirense. Se o clube deseja dar o próximo passo e deixar de ser coadjuvante nas fases finais, terá que investir não apenas em elenco, mas em estrutura e estratégia de longo prazo.

O “piado” da despedida ecoa novamente em Juazeiro. Resta saber se será apenas mais um lamento passageiro ou o ponto de virada para uma reconstrução mais ambiciosa.

Porque cantar a despedida duas vezes seguidas pode até virar hábito, mas grandeza se constrói rompendo ciclos, não repetindo refrões.

(*) Redator-chefe do TMNews do Vale 

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