Por: Taciano Medrado*
O empate entre Juazeirense e Bahia, no Estádio Adauto Moraes, pelo Campeonato Baiano 2026, deixou mais debates fora das quatro linhas do que propriamente dentro delas. Em campo, o que se viu foi uma partida equilibrada, disputada com intensidade, marcação forte e momentos de bom futebol de ambos os lados. O placar final de 1 x 1, refletiu, de forma justa, o que foi apresentado durante os 90 minutos.
O jogo, no entanto, ficou marcado por um lance polêmico já nos minutos finais, protagonizado pelo árbitro da partida, Eziquiel Sousa Costa. Em um primeiro momento, o juiz interpretou um suposto toque de mão do zagueiro do Bahia e chegou a marcar penalidade máxima a favor da Juazeirense, decisão que imediatamente gerou forte reação dos jogadores e da comissão técnica do Tricolor de Aço.
Após intensa pressão e diálogo, o árbitro decidiu consultar o seu assistente de campo. Na revisão do lance, ficou constatado que a bola, chutada pelo atacante da Juazeirense, atingiu em cheio o rosto do defensor do Bahia, e não a mão, como havia sido interpretado inicialmente. Diante da correção, a penalidade foi anulada, evitando um erro grave que poderia alterar diretamente o resultado da partida.
Mesmo assim, o pós-jogo acabou sendo contaminado por uma narrativa forçada. A diretoria da Juazeirense passou a sustentar a tese de uma penalidade inexistente, tentando criar um ambiente de injustiça que simplesmente não se sustenta à luz das imagens e da análise técnica do lance mostrada pela TVE, emissora que transmitia o jogo. Não houve pênalti. Simples assim.
Para agravar o cenário, ao final da partida, o presidente e o diretor técnico do Cancão de Fogo foram tirar satisfação com o árbitro, criando um clima tenso e desnecessário no entorno do campo. Atitudes como essa apenas reforçam a tentativa de deslocar o debate do futebol jogado para a pressão institucional, algo que pouco contribui para o crescimento do esporte.
O futebol baiano, e brasileiro, já sofre demais com erros de arbitragem reais para que se tente transformar lances comuns de jogo em discursos inflamados. Quando dirigentes insistem em “emplacar” uma penalidade que não existiu, o prejuízo não é apenas para o adversário, mas para a credibilidade da competição como um todo.
O Bahia, mesmo sob pressão e atuando fora de casa, soube administrar o resultado com maturidade. A arbitragem, embora passível de críticas em outros aspectos, acertou ao corrigir a decisão, contrariando o discurso que se tentou vender após o apito final.
Já para o presidente e seu diretor técnico caberá o peso na consciência ao rever o lance e perceber que de fato a bola não tocou no braço ou na mão do zagueiro do Bahia, mas sim no rosto e contra fatos ou melhor dizendo contra imagens não há argumentos. Inclusive esse redator chefe que ora escreve assistiu os 100% da partida e testemunhou que não houve penalidade.
No Adauto Moraes, houve empate. O resto é choradeira e barulho.
(*) Redator chefe do TMNews do Vale
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