Um Congresso Nacional subserviente e omisso é como um grito sem eco: em 2026, boletim azul para todos eles


Por: Taciano Medrado*

Olá caríssimos,

Quem acompanha os fatos envolvendo decisões controversas de uma Suprema Corte da justiça no pais, sob o cajado de um homem só, que manda e desmanda, prende e solta, acusa, julga e condena ameaça conforme seus ritos e ainda ironiza em palestras publicas enaltecendo seus feitos como um verdadeiro Pop Star e o pior, ovacionado por uma plateia histérica de militantes Lulopetistas comunistas, só posso pensar: a que buraco negro chegamos!

Por sua vez um Congresso Nacional subserviente e omisso é a tradução perfeita de um grito sem eco. A população clama, sofre, cobra, protesta, e do outro lado encontra silêncio, conveniência e cálculos eleitorais. Deputados e senadores que deveriam ser a linha de frente da defesa do povo optam, muitas vezes, pela confortável neutralidade que preserva privilégios, cargos e acordos de bastidores.

A omissão parlamentar não é neutra. Ela favorece sempre alguém, quase nunca o cidadão comum. Quando o Congresso se cala diante de abusos, excessos, gastos irresponsáveis ou decisões que afrontam o interesse público, ele se torna cúmplice. Não agir, nesse contexto, é uma forma sofisticada de agir contra a sociedade.

Em nome de uma suposta “governabilidade”, o Legislativo abre mão de sua função fiscalizadora. Em troca, recebe emendas, cargos, verbas e benesses que mantêm a engrenagem girando apenas para dentro do próprio sistema. O resultado é um país onde o debate real desaparece, a indignação é empurrada para debaixo do tapete e o eleitor é tratado como figurante de uma democracia encenada.

Projetos que poderiam aliviar a vida do trabalhador dormem nas gavetas. Reformas estruturais são adiadas indefinidamente. Já matérias que garantem privilégios, aumentos e blindagens avançam com velocidade impressionante. O contraste é escancarado e ofensivo.

O Congresso deveria ser a caixa de ressonância da sociedade. Mas, quando se torna omisso, transforma-se em um espaço surdo às dores do povo e extremamente sensível aos sussurros do poder. Esse desequilíbrio corrói a confiança nas instituições e alimenta o descrédito generalizado da política.

Por isso, 2026 não pode ser apenas mais uma eleição. Precisa ser um recado claro, direto e pedagógico. Boletim azul para todos eles, não como prêmio, mas como ironia amarga de quem passou de ano sem aprender a principal lição: mandato não é favor, é responsabilidade.

O voto é o único eco capaz de romper o silêncio da omissão. Que em 2026 ele seja alto, consciente e implacável. Porque um Congresso que não escuta o povo não merece continuar falando em seu nome.

(*) Professor e analista político


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