Queda de Maduro – aceita que dói menos, esquerdistas do Brasil

Por: Taciano Medrado*

Olá carissimos,

Chega a ser cômico o "mimimi" do bloco de  esquerda comunista do Brasil com a ação de captura do ditador Venezuelano Nicolás Maduro. 

Parece que a ficha ainda não caiu.  Ou melhor: despencou junto com o mito. Nicolás Maduro, o “presidente do povo” segundo os discursos tropicais, virou o retrato acabado do que sempre foi, um ditador sustentado por propaganda, censura e um verniz ideológico que já não engana nem os próprios aliados mais constrangidos.

Mas, curiosamente, a queda de Maduro não provocou silêncio apenas em Caracas. Aqui no Brasil, parte da esquerda entrou naquele conhecido modo seletivo: quando a realidade atrapalha a narrativa, finge-se que nada aconteceu. Afinal, ditadura só é ditadura quando não usa o vocabulário “revolucionário”, não é mesmo?

Durante anos, venderam a Venezuela como “resistência ao imperialismo”, enquanto o povo resistia mesmo era à fome, à falta de liberdade e à repressão. Sempre havia uma desculpa pronta: culpa dos EUA, da mídia, do capitalismo, de Mercúrio retrógrado, menos do próprio regime. Agora que o castelo de cartas ruiu, resta o malabarismo retórico e o velho silêncio estratégico.

Aceitar a queda de Maduro dói, sim. Dói porque desmonta discursos inflamados, palestras militantes e textos indignados que ignoravam a realidade venezuelana. Dói porque prova que não era “Fake News”, não era exagero, não era conspiração: era ditadura mesmo, daquelas clássicas, com manual antigo e final previsível.

Talvez seja hora de um exercício simples, e libertador: aceitar os fatos. Dói menos do que insistir no erro. E poupa o Brasil de continuar importando fracassos alheios travestidos de virtude ideológica.

(*) Professor e redator chefe TMNews do Vale 

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