Defender Maduro é o mesmo que relativizar ditadores tiranos como Muammar Gaddafi e Saddam Hussein
Por: Taciano Medrado*
Há um ponto em que a ideologia deixa de ser instrumento de análise e passa a funcionar como venda nos olhos. A defesa incondicional de Nicolás Maduro por setores da esquerda latino-americana revela esse fenômeno: a doutrinação que anestesia a consciência crítica e transforma a realidade em narrativa conveniente.
O regime venezuelano não é vítima de “Fake News” nem de um complô abstrato do imperialismo. É um governo marcado por repressão política, perseguição a opositores, controle de instituições, censura à imprensa e colapso econômico que empurrou milhões ao exílio. Negar esses fatos não é divergência política, é alienação.
A história recente oferece paralelos incômodos. Muammar Gaddafi, na Líbia, e Saddam Hussein, no Iraque, também foram por anos relativizados por simpatizantes ideológicos que preferiam exaltar discursos “antiocidente” a encarar violações de direitos humanos, autoritarismo e violência de Estado. Em todos esses casos, o roteiro se repete: o líder é romantizado, a crítica é desqualificada e o sofrimento do povo é tratado como dano colateral ou invenção do inimigo.
Defender Maduro, portanto, não é defender soberania popular nem justiça social. É fechar os olhos para prisões arbitrárias, eleições contestadas, fome, êxodo e medo. É escolher a lealdade a uma cartilha ideológica em detrimento da dignidade humana.
A democracia exige coerência moral. Não existe “ditadura do bem”. Quando a ideologia passa a justificar o injustificável, ela deixa de libertar e passa a hipnotizar. O cidadão que aceita isso abdica do pensamento crítico, e, junto com ele, da própria liberdade.
(*) Professor, psicopedagogo, analista político e redator chefe do TMNews do Vale
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