Os petistas Lula e Jerônimo repudiaram a prisão de Maduro, e o aliado prefeito de Juazeiro se calará ou se unirá á mesma trincheira?



Por Taciano Medrado*

O presidente petista do Brasil, o governador petista da Bahia já se manifestaram contra a captura do ditador e tirano Maduro. Só falta o prefeito de Juazeiro (MDB) emitir nota de repúdio. Afinal seu vice é um fervoroso militante Lulopetista.

Mais uma vez, a cena se repete como um roteiro previsível da política ideológica brasileira. Diante da captura do ditador e tirano Nicolás Maduro, responsável por anos de perseguição política, miséria econômica e repressão violenta ao povo venezuelano, as lideranças petistas do Brasil correram para o mesmo lado da trincheira errada da História.

O presidente da República, fiel à sua diplomacia seletiva, apressou-se em condenar a captura, como se Maduro fosse uma vítima e não o algoz de uma nação inteira. O governador da Bahia seguiu o mesmo tom, reforçando a narrativa de solidariedade a um regime que calou a oposição, fraudou eleições e transformou a Venezuela em um símbolo do fracasso autoritário na América Latina.

O silêncio, agora, vem de Juazeiro. Falta apenas o prefeito do município, filiado ao MDB, mas aliado político dos petistas, entrar no coro e emitir sua nota de repúdio,  talvez em nome da “democracia”, talvez em nome da “soberania”, conceitos que parecem elásticos quando se trata de ditaduras amigas.

A pergunta que não quer calar é simples e incômoda: onde estava toda essa indignação quando jornalistas foram presos, opositores desapareceram, eleições foram manipuladas e milhões de venezuelanos fugiram da fome? Para esses fatos, nunca houve notas, discursos inflamados ou gestos públicos de repúdio.

Ao se posicionarem contra a queda ou captura de um tirano, essas lideranças revelam mais do que alinhamento ideológico: expõem uma desconexão profunda com o sentimento dos povos que sofrem sob regimes autoritários. Defender Maduro não é defender a democracia,  é relativizá-la.

Resta saber se Juazeiro também fará questão de carimbar sua adesão simbólica a esse bloco político que, mais uma vez, escolheu proteger um ditador em vez de se solidarizar com um povo oprimido. A História observa. E costuma cobrar a conta.

(*) Professor e redator chefe do TMNews do Vale

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