Os delírios perigosos de uma esquerda sociopata no Brasil e no mundo


(*) Taciano Medrado

Há um fenômeno que se repete no Brasil e em várias partes do mundo e que já não pode mais ser tratado como simples divergência ideológica: o avanço de uma esquerda radicalizada, autoritária e profundamente desconectada da realidade social, econômica e institucional. Uma esquerda que se apresenta como defensora da democracia, mas que flerta abertamente com regimes ditatoriais, relativiza crimes conforme a conveniência política e demoniza qualquer pensamento divergente.

Esse setor da esquerda passou a operar sob uma lógica perigosa: a de que os fins justificam os meios. Em nome de uma suposta “justiça social”, tolera censura, perseguição política, controle da imprensa e a corrosão das liberdades individuais. Quem discorda não é adversário; é inimigo. Não é cidadão; é “fascista”, “golpista” ou “ameaça à democracia”. O debate é substituído pelo rótulo, e o argumento, pela intimidação.

No cenário internacional, o roteiro é conhecido. Ditaduras de esquerda são romantizadas, enquanto democracias liberais são tratadas como vilãs. Líderes autoritários são defendidos com silêncio cúmplice ou malabarismos retóricos, mesmo diante de prisões políticas, fome, censura e violência institucional. A narrativa é sempre a mesma: se o regime se diz “progressista”, seus abusos devem ser relativizados.

No Brasil, essa mentalidade se traduz em um discurso de divisão permanente. A sociedade é fragmentada em “nós contra eles”, pobres contra ricos, Estado contra iniciativa privada, militância contra cidadãos comuns. Em vez de soluções concretas para problemas reais, inflação, insegurança, desemprego, precariedade dos serviços públicos, entrega-se à população um discurso ideológico repetitivo, ressentido e, muitas vezes, agressivo.

O aspecto mais alarmante é o traço quase patológico dessa postura: a incapacidade de autocrítica. Erros nunca são assumidos, fracassos nunca são reconhecidos, e escândalos são sempre culpa de terceiros, da “direita”, da “mídia”, do “mercado” ou de alguma conspiração abstrata. Trata-se de um comportamento que flerta com o delírio coletivo, onde a realidade é moldada para caber na narrativa, e não o contrário.

Uma esquerda que abandona o humanismo, a pluralidade e o respeito às liberdades não é progressista; é regressiva. E quando passa a tratar o dissenso como doença e o adversário como alvo a ser eliminado moralmente, deixa de ser apenas um problema político e se torna uma ameaça concreta à democracia.

O Brasil e o mundo não precisam de salvadores ideológicos nem de militâncias ensandecidas por poder. Precisam de responsabilidade, equilíbrio, diálogo e compromisso real com a verdade e com a liberdade. Tudo aquilo que essa esquerda sociopata insiste, perigosamente, em desprezar.

(*) Professor e analista político

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