O problema da mentira é fazer as linhas do tempo baterem. Quem fez o quê? E quando? Já a verdade é uma linha reta.



Por: Taciano Medrado

Caríssimos leitores,

De tanto ouvir mentiras atrás de mentiras, ditas pelo atual mandatário do Brasil, chamado Lula do PT,  fui inspirado em escrever esse artigo.
 
A mentira exige memória, cálculo e encenação. Quem mente precisa lembrar o que disse ontem para não se contradizer hoje, ajustar datas, inverter versões, criar atalhos na narrativa. 

É como tentar alinhar vários relógios quebrados: cedo ou tarde, um deles denuncia o erro. A mentira vive de remendos, de explicações adicionais, de versões “atualizadas” que tentam corrigir falhas anteriores.

Por isso, a grande fragilidade da mentira está no tempo. Quanto mais ele passa, mais perguntas surgem: quem fez o quê? em qual momento? por qual motivo? E cada nova pergunta é um risco. A cronologia se embaralha, os fatos deixam de encaixar, e a narrativa começa a desmoronar sob o peso das próprias incoerências.

A verdade, ao contrário, não precisa de artifícios. Ela segue em linha reta. Os fatos permanecem os mesmos ontem, hoje e amanhã. Não há necessidade de ajustar versões nem de apagar rastros. A verdade pode até ser incômoda, dura ou inconveniente, mas tem uma força que o tempo não corrói. Ela resiste porque não depende de encenação, apenas de coerência.

No fim, o tempo é o maior juiz. A mentira corre em círculos tentando se sustentar; a verdade avança em frente, firme, esperando apenas o momento certo para aparecer. E quando aparece, não grita: apenas se confirma.

(*) Professor e psicopedagogo

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