O povo está farto da loucura, da tirania. Onde está a liberdade, se o povo não for livre?

Diga-me com quem andas que eu te direi quem és

Por: Taciano Medrado*

O velho ditado popular nunca foi tão atual. Em política, em gestão pública e até na vida cotidiana, as companhias escolhidas dizem mais sobre alguém do que qualquer discurso ensaiado. Palavras podem ser maquiadas, promessas podem ser recicladas, mas alianças revelam caráter, intenções e valores reais.

Quem caminha ao lado de oportunistas acaba normalizando o oportunismo. Quem se cerca de autoritários passa a relativizar o autoritarismo. Quem fecha os olhos para a corrupção dos “amigos” perde o direito moral de apontar o dedo para os erros dos adversários. Não existe neutralidade quando se escolhe com quem dividir a mesa, o palanque ou o poder.

É curioso observar como alguns líderes se apresentam como defensores da democracia enquanto aplaudem regimes tirânicos, justificam abusos e passam pano para violações evidentes. O discurso fala em justiça social, mas as alianças revelam sede de poder. Fala-se em liberdade, mas a convivência é com quem persegue, censura e oprime.

E enquanto isso, o povo está farto. Farto da loucura institucionalizada, da tirania travestida de legalidade, do autoritarismo vendido como “proteção”. O cidadão comum sente no dia a dia o peso das decisões tomadas longe da realidade, por quem não ouve, não respeita e não presta contas.

Onde está a liberdade quando o povo não pode se expressar sem medo? Onde está a democracia quando opiniões divergentes são tratadas como crime? Onde está o Estado de Direito quando a lei é flexível para os aliados e implacável para os críticos?

Na prática, ninguém é apenas o que diz ser. Somos, sobretudo, o reflexo das nossas escolhas. E quando essas escolhas apontam sempre para o mesmo lado, o lado da conveniência, da incoerência e da hipocrisia, o retrato fica nítido, por mais que tentem borrá-lo com discursos vazios.

Por isso, o ditado segue implacável e atual: diga-me com quem andas e eu te direi quem tu és. Porque, no fim das contas, não é o que se diz em microfones ou redes sociais que define uma pessoa ou um governo, mas as companhias que fazem questão de manter, e os abusos que escolhem tolerar.

(*) Professor, Psicopedagogo e redator chefe do TMNews do Vale 

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