Claudio Birolini, médico de Jair Bolsonaro (PL), indicou tratamento que envolve dieta fracionada, cuidados para risco de queda e monitoramento permanente da pressão arterial do ex-presidente na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília.
Bolsonaro estava internado no hospital DF Star desde o dia 24 de dezembro para operar uma hérnia inguinal bilateral e recebeu alta nesta quinta-feira (1º), quando retornou para a sede da PF em seguida, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
"Indicamos os cuidados necessários, no relatório anexado à petição pela prisão domiciliar", disse Birolini à CNN nesta quinta.
Esses cuidados estão anexados ao documento que a defesa do ex-presidente encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), solicitando a transferência de Bolsonaro da Superintendência para prisão domiciliar. O magistrado negou a solicitação.
Segundo o documento, a equipe médica de Bolsonaro solicita um tratamento médico na PF que envolve:
Dieta fracionada em seis períodos durante o dia;
Acompanhamento clínico nutricional com monitoramento periódico da composição corporal e associação à estímulo muscular resistido através de atividade física e fisioterapia motora diária;
Hidratação rigorosa;
Utilização de equipamento CPAP (aparelho para tratar apneia do sono) contínuo, durante o período do sono noturno;
Utilização de medicamentos prescritos em receita;
Controle permanente da pressão arterial;
Controle laboratorial periódico dos níveis séricos de hemoglobina, uréia, creatinina, colesterol, triglicerídeos e glicemia;
Prevenção do risco de quedas e prevenção do risco de broncoaspiração;
Atendimento médico imediato em caso de crise persistente de soluços, hipertensão arterial, dores abdominais, náuseas ou vômitos, além de alteração do nível de consciência e outras condições.
À CNN, Birolini ainda acrescentou que o ex-presidente foi recomendado a tomar banho de sol, rotina que já possui na Superintendência da PF.
“Considerando a idade do paciente e as comorbidades conhecidas e documentadas, salientamos que a não adoção das medidas relacionadas ou o agravamento das condições clínicas descritas, poderá causar o risco de incidência de sérias complicações”, diz o relatório.
Além da hérnia, Bolsonaro passou por quatro procedimentos cirúrgicos em uma semana. A equipe médica precisou fazer intervenções para conter a crise de soluço e realizou exames, como endoscopia digestiva alta, na qual se constatou a permanência do quadro de gastrite e esofagite.
Durante a internação, Bolsonaro também pediu para os médicos prescreverem antidepressivos para ele.
A CNN entrou em contato com a PF para entender como a corporação se organiza para cumprir os cuidados médicos de Bolsonaro. A reportagem será atualizada quando tiver uma resposta.
CNN Brasil
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