Defensor do regime iraniano que executa opositores que protestam contra a tirania sem piedade
Por: Taciano Medrado*
Olá caríssimos,
Mais uma vez, o presidente Lula escolhe o caminho da conveniência ideológica em detrimento dos princípios universais dos direitos humanos. Ao relativizar, quando não silenciar, diante da brutal repressão promovida pelo regime iraniano contra seu próprio povo, o governo brasileiro se afasta da tradição diplomática que dizia valorizar a democracia, a liberdade e a dignidade humana.
Os fatos são chocantes e recentes. Como destacou manchete do Estadão, “Iraniano que será executado foi julgado sem defesa e teve 10 minutos para se despedir da família”.
O jovem Erfan Soltani, de apenas 26 anos, será executado pelo regime iraniano após um processo que mais se assemelha a um ritual de terror do que a qualquer noção de Justiça. Preso em 8 de agosto, em sua casa, na cidade de Kurtis, seu “crime” foi participar de protestos contra o governo, manifestações que se arrastam desde o final do ano passado e que têm sido respondidas com violência extrema pelo Estado iraniano.
A sentença imposta a Erfan foi a de Moharebeh — “inimizade contra Deus”, uma acusação vaga, de cunho religioso, usada pelo regime para eliminar opositores políticos. Trata-se de uma pena de altíssima gravidade, automaticamente passível de execução. O Irã, embora se apresente formalmente como uma república islâmica com eleições e parlamento, concentra todo o poder real nas mãos do aiatolá Ali Khamenei, líder religioso e chefe de Estado, que controla e submete todas as instituições.
Segundo a ONG Hengaw Organization for Human Rights, Erfan Soltani foi submetido a um julgamento acelerado, sem direito à defesa, sem a presença de advogados e sem acesso a garantias mínimas. Sua família passou dias sem qualquer informação sobre seu paradeiro. O contato das autoridades ocorreu apenas para comunicar o pior: a execução iminente. Como se não bastasse, os familiares tiveram direito a apenas dez minutos para se despedir do jovem antes da morte decretada pelo Estado.
A crueldade não termina aí. A irmã de Erfan, que é advogada, tentou intervir legalmente para impedir a execução, mas foi impedida de acessar os autos do processo. A família, segundo relatos, ainda teria sido ameaçada para não se manifestar publicamente. O site IranWire informa que Erfan trabalhava na indústria do vestuário, havia ingressado recentemente em uma empresa privada e levava uma vida comum: gostava de esportes, musculação, moda e estilo pessoal. Um jovem comum, com sonhos comuns, esmagados pela engrenagem de um regime tirânico.
Fontes próximas relataram que Erfan já vinha recebendo mensagens ameaçadoras de agentes de segurança antes de sua prisão e chegou a alertar a família de que estava sendo vigiado. Ainda assim, recusou-se a recuar e continuou participando dos protestos. Um gesto de coragem que, no Irã, pode custar a vida.
Diante de tudo isso, o silêncio, ou a retórica ambígua, do governo Lula não é apenas constrangedor, é moralmente indefensável. O mesmo presidente que, no discurso interno, se apresenta como defensor das minorias, da justiça social e dos direitos humanos, opta por fechar os olhos quando essas violações partem de regimes ideologicamente alinhados.
Não há relativização possível quando um Estado executa jovens após julgamentos sumários, sem defesa, sob acusações religiosas e com direito a apenas dez minutos de despedida. Ao evitar condenar com firmeza o regime iraniano, Lula se coloca, mais uma vez, do lado errado da história. Nesse contexto, o silêncio não é neutralidade: é cumplicidade.
(*) Professor e analista político e redator chefe do TMNews do Vale
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