Por: Taciano Medrado*
Olá caríssimos,
O Brasil vive um momento de instabilidade política e institucional que exige liderança, foco e responsabilidade. No entanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece mais preocupado em se posicionar em defesa do regime venezuelano de Nicolás Maduro do que em enfrentar a grave crise que se instala dentro do próprio governo.
Enquanto Lula se manifesta com veemência contra ações externas envolvendo a Venezuela, o seu governo dá sinais claros de esgotamento político. A base aliada se fragmenta, partidos abandonam cargos, ministros deixam ou sinalizam saída, a exemplo de Haddad da Fazenda e de Lewandowski da justiça, e o Congresso Nacional demonstra crescente distanciamento do Palácio do Planalto. A governabilidade, pilar de qualquer administração, está seriamente comprometida.
No lugar de concentrar esforços para recompor alianças, estabilizar a gestão e apresentar respostas concretas aos problemas reais do país, como inflação, insegurança, desemprego e crise fiscal, Lula insiste em uma pauta ideológica ultrapassada, associando o Brasil a um regime amplamente acusado de fraudes eleitorais, repressão política e violações sistemáticas dos direitos humanos.
A defesa recorrente de Maduro não é apenas um erro diplomático, mas um equívoco político de grandes proporções. Ao relativizar a natureza autoritária do regime chavista, o presidente brasileiro se afasta do sentimento da maioria da população e amplia o desgaste de sua imagem, tanto no cenário interno quanto internacional.
A crise institucional que se desenha no Brasil não é fruto do acaso. É consequência direta de escolhas políticas equivocadas, alianças frágeis e de um governo que perdeu a capacidade de articulação e comando. A debandada de aliados não ocorre sem motivo: ela revela falta de confiança, ausência de rumo e temor de desgaste eleitoral.
O TMNEWS DO VALE entende que defender a soberania dos povos não pode servir de pretexto para blindar ditadores. O Brasil precisa de um presidente comprometido com os interesses nacionais, com a estabilidade institucional e com o fortalecimento da democracia, não de um governo voltado a proteger regimes autoritários enquanto o próprio país enfrenta uma crise política crescente.
Enquanto Lula olha para Caracas, o Brasil cobra respostas em Brasília. E a cada novo gesto em defesa de Maduro, o presidente se distancia ainda mais das urgências do povo brasileiro.
(*) Professor e analista político
Não
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