Juazeiro-Ba e a inércia do poder publico municipal na e mitigação, e no controle populacional de cães abandonados. VIDEO!

Foto Crédito TMNews do Vale

Por: Taciano Medrado*

Juazeiro convive, há anos, com um problema que salta aos olhos de quem anda pelas ruas, praças e bairros periféricos da cidade: a crescente quantidade de cães abandonados. Não se trata apenas de uma questão estética ou de incômodo pontual, mas de um grave problema social, sanitário e, sobretudo, de gestão pública.

A ausência de políticas públicas eficazes para o controle da população canina revela um descaso histórico do poder público municipal. Falta planejamento, investimento e, principalmente, vontade política. Programas permanentes de castração gratuita, campanhas educativas sobre guarda responsável, fiscalização rigorosa contra o abandono e parcerias com ONGs e protetores independentes simplesmente não saem do papel, quando existem, são ações pontuais, insuficientes e descontinuadas.

Enquanto isso, a conta recai sobre a população e sobre voluntários que, sem qualquer apoio institucional, tentam minimizar o sofrimento dos animais. Protetores arcam com custos de ração, medicamentos e tratamentos veterinários, muitas vezes sacrificando a própria subsistência, enquanto o poder público assiste de camarote ao agravamento do problema.

Do ponto de vista da saúde pública, o cenário é igualmente alarmante. Animais em situação de abandono ficam expostos a doenças, fome e maus-tratos, além de poderem se tornar vetores de zoonoses. Acidentes de trânsito envolvendo cães são cada vez mais frequentes, assim como episódios de agressividade decorrentes do estresse e da sobrevivência nas ruas. Tudo isso poderia ser prevenido com políticas sérias e contínuas.

Juazeiro precisa urgentemente compreender que controle populacional de cães não é “favor” nem “gasto supérfluo”. É dever constitucional do Estado promover o bem-estar animal e proteger a saúde coletiva. Cidades que avançaram nesse tema demonstram que investir em castração, educação e fiscalização é mais barato, e humano, do que remediar consequências.

A omissão do poder público diante dessa realidade escancara uma gestão que falha em enxergar o óbvio: o abandono de animais reflete, também, o abandono de políticas públicas. Enquanto não houver um compromisso real com soluções estruturais, Juazeiro continuará reproduzindo um ciclo de sofrimento, negligência e irresponsabilidade que envergonha uma cidade que se pretende moderna e humana.

(*) Professor e redator chefe do TMNews do Vale 


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