FUTEBOL BRASILEIRO 2026: Vai começar a temporada dos assopradores de apitos "travestidos" de árbitros


Por: Taciano Medrado

Mal começou a temporada 2026 do futebol pelo pais e a arbitragem brasileira mostra que continua a mesma, incompetente, ou melhor seria dizer tendenciosa?

Um exemplo recente e emblemático dessa realidade foi a derrota do Vasco por 1 a 0 para o Flamengo, na noite desta quarta-feira (21), no Maracanã. O clássico ficou marcado por uma forte insatisfação nos bastidores cruz-maltinos, especialmente pela atuação do árbitro Bruno Arleu. O técnico Fernando Diniz não escondeu sua irritação com a arbitragem, sobretudo no lance capital que deixou sua equipe com um jogador a menos logo no início da etapa final.

A expulsão direta do volante Barros, aos quatro minutos do segundo tempo, foi o ponto central da coletiva do treinador, que classificou a decisão como incompreensível e determinante para o resultado da partida. Para Diniz, o critério adotado pelo juiz escancarou a fragilidade da arbitragem brasileira em jogos de grande pressão.

Sem utilizar meias palavras, o treinador disparou contra a interpretação do lance. Segundo ele, a falta cometida não apresentou a violência necessária para justificar um cartão vermelho direto. Diniz argumentou que o contato não teve intensidade suficiente para colocar em risco a integridade física do adversário, rotulando a punição máxima como um erro grave de leitura e de sensibilidade do árbitro.

No país do futebol, onde a paixão ultrapassa qualquer lógica, a figura do árbitro deveria representar autoridade, imparcialidade e respeito às regras do jogo. Mas, no Brasil, essa imagem vem sendo substituída por algo bem menos nobre: o simples assoprador de apitos. Alguém que está em campo apenas para interromper jogadas, sem critério, sem coerência e, muitas vezes, sem coragem.

A cada rodada, decisões absurdas se repetem. Faltas inexistentes são marcadas com convicção teatral, enquanto agressões claras passam despercebidas. O VAR, que chegou com a promessa de justiça, virou muleta para a indecisão e escudo para erros grotescos. Em vez de corrigir falhas, frequentemente as aprofunda, transformando o futebol em um espetáculo de confusão e revolta.

O problema não é apenas técnico, é estrutural. Árbitros mal preparados, sem padronização de critérios, apitam jogos decisivos como se estivessem em uma pelada de fim de semana. O mesmo lance que é falta em um jogo vira “segue o jogo” em outro. O que hoje é pênalti escandaloso, amanhã é interpretado como “contato normal”. A regra muda conforme o uniforme, o estádio ou a pressão da arquibancada.

E quando erram e muito, quase nunca há consequência. Não existe transparência, não há prestação de contas ao torcedor, verdadeiro dono do espetáculo. As comissões de arbitragem se escondem atrás de notas frias e explicações técnicas que não convencem nem quem as escreve. A sensação de impunidade corrói a credibilidade do campeonato.

Enquanto isso, jogadores e treinadores viram vilões por reclamar, torcedores são taxados de passionais, e a arbitragem segue intocável, como se estivesse acima de qualquer crítica. Mas futebol sem justiça não é esporte, é farsa. Sem confiança na arbitragem, o resultado em campo passa a ser sempre suspeito.

No Brasil, não faltam talentos com a bola nos pés, nem emoção nas arquibancadas. O que falta é árbitro de verdade: aquele que conhece a regra, aplica o mesmo critério do primeiro ao último minuto e entende que apitar não é apenas soprar um apito, mas assumir a responsabilidade de garantir o mínimo de justiça dentro das quatro linhas. Até lá, seguiremos assistindo a jogos decididos menos pelo futebol e mais pelo som, muitas vezes desafinado,  de um apito.

(*) Redação TMNews do Vale

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