De férias, Lula banca uma de poeta de terceira categoria , observa as ondas, e tenta esconder polarização no pais


Por: Taciano Medrado*

O Coadjuvante de poeta  de terceira categoria, Lula,  tenta lacrar mais uma das suas piadinhas  sem graça. Enquanto o Brasil enfrenta desafios econômicos persistentes, tensões institucionais e um ambiente político ainda profundamente dividido, o líder do Lulopetismo,  escolheu o cenário idílico de uma praia, durante seu período de férias, para fazer uma analogia no mínimo controversa: comparou o movimento das ondas do mar ao clima político do país e insinuou que a polarização já não existe mais.

A metáfora até pode soar poética para os mais otimistas, mas está longe de convencer quem vive a realidade fora do cartão-postal e dentro de uma caverna de Platão. As ondas vão e vêm de forma natural; já a polarização política brasileira não é um fenômeno da natureza, mas resultado direto de discursos, escolhas políticas e estratégias de poder, muitas delas protagonizadas pelo próprio presidente e por seu entorno, a exemplo do veto integral á PL da dosimetria que colocou mais lenha na fogueira da discórdia entre esquerda e direita. Dizer que a "onda que vem da direita se junta com a que vem da esquerda e constrói o mar” pode até soar bonitinho para os militontos doutrinados e hipnotizados, mas muito fora da realidade por que vive o pais. 

Negar a polarização não a faz desaparecer. Pelo contrário: revela um certo distanciamento entre o discurso presidencial e o sentimento de uma parcela significativa da população. O país segue dividido nas redes sociais, no Congresso, nas ruas e até dentro do próprio governo, que enfrenta crises internas, disputas entre ministérios e dificuldade de articulação política. A retórica do “Brasil pacificado” não resiste a uma simples leitura dos fatos.

Ao optar por minimizar o problema, Lula perde a oportunidade de assumir um papel mais responsável como líder de uma nação plural e conflituosa. Reconhecer a polarização seria o primeiro passo para enfrentá-la com maturidade institucional, diálogo real e respeito às divergências ,e não com frases de efeito ditas à beira-mar.

No fim das contas, enquanto o presidente contempla as ondas e fala em calmaria, o Brasil real segue enfrentando mar revolto. E diferente do mar, a política não se acalma sozinha. Exige liderança, coerência e, sobretudo, compromisso com a verdade dos fatos, não com analogias convenientes ao sabor das férias.

(*) Professor e analista político

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