Com um inicio pífio, a Juazeirense sofre sua primeira derrota no Baianão e sobra para o treinador

Por Taciano Medrado*

Depois do tropeço da estreia quando ficou no empate com o Bahia de Feira no Estádio Adauto Moraes na cidade de Juazeiro, no último domingo(11), a Desportiva  Juazeirense conheceu sua primeira derrota no Campeonato Baiano e, junto com ela, veio uma decisão drástica que expõe a fragilidade do planejamento do clube. Bastou mais um tropeço para que a diretoria optasse pela demissão imediata do treinador, numa atitude que soa precipitada e pouco coerente com qualquer projeto esportivo minimamente consistente.

A derrota aconteceu diante do Galícia, pelo placar de 2 x 0, no Estádio de Pituaçu, na tarde/noite desta terça-feira (14/01/2026). O resultado, embora negativo, está longe de ser um desastre esportivo capaz de justificar, por si só, uma mudança tão radical no comando técnico logo no início da competição.

O revés, naturalmente, frustrou a torcida, mas faz parte da lógica do futebol, especialmente em um campeonato competitivo como o Baianão, onde não há espaço para invencibilidade prolongada. Ainda assim, a resposta do clube foi rápida demais e levanta questionamentos inevitáveis: o treinador era realmente o único responsável pela derrota? Ou o resultado apenas serviu de pretexto para uma decisão já amadurecida nos bastidores?

A troca repentina no comando técnico transmite a imagem de a diretoria do um clube na pessoa do seu presidente, o Deputado Estadual Roberto Carlos, age mais pelo impulso do que pela razão. Em vez de analisar falhas coletivas, limitações do elenco e erros de gestão, a diretoria escolheu o caminho mais fácil e recorrente no futebol brasileiro: sacrificar o treinador para dar uma satisfação imediata ao torcedor.

Esse tipo de postura, além de desgastar a imagem institucional da Juazeirense, logo no início da competição,  compromete a continuidade do trabalho, desmotiva os jogadores e jogando par cima deles um clima de tensão e dificulta a construção de uma identidade de jogo. Sem estabilidade, nenhum projeto prospera, e o risco é transformar o clube em um eterno recomeço, sempre refém dos resultados de curto prazo.

A torcida, que merece respeito e transparência, espera mais do que decisões apressadas. Espera planejamento, coerência e, sobretudo, responsabilidade. 

A derrota para o Galícia pode até ter sido a primeira no Baianão, mas a demissão relâmpago do treinador revela um problema mais profundo: a ausência de uma visão clara sobre o futuro da Juazeirense dentro e fora de campo.

O próximo compromisso do Cancão de Fogo será no próximo  domingo diante do Jequié no estádio Adauto Moraes. A pergunta que se faz é : Quem irá ser demitido se o resultado for novamente negativo? posso sugerir? Demitam o presidente do Clube. 

(*) Redação do TMNews do Vale 

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