Cognitivo e distúrbio de realidade

Quem defende ditador tirano e sanguinário como Maduro só pode ter um dos dois problemas,  ou os dois: ou não tem cognitivo ou tem distúrbio de realidade

Por Taciano Medrado*

Defender Nicolás Maduro, diante do que se sabe e se vê diariamente na Venezuela, é fechar os olhos para fatos amplamente documentados. Não se trata de divergência ideológica legítima, mas de negar uma realidade marcada por autoritarismo, repressão política, perseguição a opositores, censura à imprensa e uma crise humanitária que empurrou milhões de venezuelanos para o exílio.

Quando alguém relativiza esse cenário, duas hipóteses se impõem. A primeira é a incapacidade de compreender dados básicos da realidade, ignorar relatórios internacionais, testemunhos de vítimas, eleições questionadas e a corrosão sistemática das instituições. A segunda é a distorção deliberada dos fatos, escolhendo uma narrativa conveniente para proteger um projeto de poder, mesmo que isso custe a liberdade e a dignidade de um povo inteiro.

Não é “anti-imperialismo” justificar prisões arbitrárias. Não é “soberania” silenciar jornalistas. Não é “democracia popular” manter-se no poder à força. Defender um regime assim significa abdicar de princípios universais como direitos humanos, pluralismo e Estado de Direito, valores que deveriam ser inegociáveis, independentemente de bandeira partidária.

A crítica aqui não é à esquerda ou à direita, mas ao autoritarismo. Ditadores não se tornam aceitáveis por afinidade ideológica. Quem insiste em defendê-los precisa, no mínimo, rever suas fontes de informação; no máximo, reavaliar sua bússola moral. Porque normalizar a tirania é contribuir para que ela se perpetue, e a história mostra que esse custo sempre recai sobre os mais vulneráveis.

(*) Professor, psicopedagogo e redator chefe do TMNews do Vale 

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