CASO DO CÃO "ORELHA" : Um ato de crueldade no seu mais alto grau

Quem mata um cão idoso indefeso, com frieza e requinte de crueldade  é capaz de  mata uma pessoa e um risco para a sociedade

Por: Taciano Medrado*

Olá carissimos,

Confesso que essa foi uma das matérias mais difíceis que fiz a redação  em quase 7 anos de blog. Com uma dor profunda no fundo do meu coração e da minha alma fiquei incrédulo quando recebi a notícia de tão crueldade praticada por seres humanos, supostamente, jovens que deveriam ter aprendido o valor de uma vida, especialmente de um animal já idoso e indefeso. 

A minha dor é maior por que há pouco mais de 5 meses eu adotei um cão de rua, um caramelo que eu dei o nome de Skipper  e recentemente uma cadelinha filhote de 02 meses, chamada Nina,  que se encontram morando comigo  e tendo todo o amor e carinho.

O caso do cão comunitário Orelha, brutalmente espancado na Praia Brava, em Florianópolis, escancara um nível de crueldade que não pode ser relativizado nem tratado como “apenas” maus-tratos a um animal. Orelha era idoso, indefeso, conhecido e cuidado pela comunidade. O que foi feito com ele é um retrato fiel da desumanização que assombra parte da sociedade.

Segundo a Polícia Civil, ao menos quatro adolescentes suspeitos das agressões já foram identificados e localizados, graças à análise de câmeras de segurança e aos depoimentos de moradores da região. 

O cachorro foi encontrado no início do ano com vários ferimentos, jogado em uma área de mata. Socorrido por pessoas da comunidade e levado ao veterinário, Orelha não resistiu ao sofrimento e acabou sendo submetido à eutanásia. Morreu após sentir dor, medo e abandono,  sentimentos que só quem tem sensibilidade reconhece como profundamente humanos.

No sábado (17), moradores da Praia Brava se reuniram em um ato de mobilização para cobrar justiça. Um boletim de ocorrência foi registrado, e o caso está sob investigação da Delegacia de Proteção Animal, o que demonstra que a sociedade já não aceita mais o silêncio, a omissão e a impunidade nesses crimes.

A delegada responsável, Mardjoli Valcareggi, foi categórica ao negar qualquer envolvimento de policial civil no episódio e afirmou que os suspeitos já foram identificados. Segundo ela, o inquérito encontra-se na fase de oitivas para que o procedimento seja concluído o mais rápido possível.

“As pessoas que, em tese, estão envolvidas já foram identificadas. Nós estamos agora na fase de oitivas para a gente conseguir finalizar o quanto antes esse procedimento”, declarou a delegada.

Este crime não pode ser tratado como um desvio isolado ou uma “brincadeira de adolescentes”. Quem é capaz de espancar até a morte um cão idoso demonstra total desprezo pela vida, seja ela humana ou animal. A violência começa assim: testando limites, banalizando o sofrimento alheio, acreditando que não haverá consequências.

Justiça para Orelha não é vingança. É um recado claro de que a sociedade não tolera crueldade, de que vidas, todas as vidas , importam. Punir os responsáveis é um dever do Estado e uma exigência moral de todos nós. O silêncio, neste caso, também seria uma forma de violência.

(*) Professor e Psicopedagogo

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