Conforto nas nuvens, caos no chão

Prestes a completar 1 ano, o governo Andrei Gonçalves não disse pra que veio. A cidade continua fedendo e o povo sofrendo

Por Taciano Medrado*

Olá caríssimos,

Às vésperas de completar seu primeiro ano à frente da Prefeitura de Juazeiro, o governo Andrei Gonçalves chega a um ponto incômodo: a sensação generalizada de que a gestão ainda não encontrou rumo, identidade nem resultados concretos que justifiquem as expectativas criadas durante a campanha.

O atual prefeito parece que pegou o virus do "gestor viajante" que gostar de fazer turismo por conta do esforço do trabalhador.  O prefeito de Juazeiro já escreveu seu nome na história da política de Juazeiro - foi o primeiro gestor público a viajar para a terra do Tio Sam (EUA), sob pretexto de interferir no  tarifaço imposto pelo governo Trump contra o Governo Lula.  Basta acompanhar as páginas do gestor municipal nas redes sociais. O caminho para Salvador e para Brasília virou ponte aérea. As fotos ao lado dos políticos esquerdistas da Bahia e do pais comprovam o que eu digo. 

Enquanto isso a cidade que já fedia, continua fedendo. Os velhos problemas de sempre, que insiste em tirar o sossego da população como esgotos correndo a céu aberto, infestação de muriçocas e ruas esburacadas e sujas, falta constante de água nas torneiras dos cidadãos. Recentemente os bairros Castelo Branco, Dom Tomaz, Tancredo Neves ficaram mais de 24 horas sem o precioso líquido, inclusive o TMNews do Vale fez uma matéria sobre o assunto. Reveja  

Outro ponto que chama atenção é a dificuldade em estabelecer uma marca administrativa. Até aqui, o governo Andrei Gonçalves parece mais preocupado em administrar o cotidiano do que em projetar o futuro da cidade. Falta visão estratégica, falta liderança política e, principalmente, falta transparência sobre onde se quer chegar.

Vale lembrar que o prefeito Andrei assumiu o compromisso de cuidar do povo de sua cidade, mas parece que a promessa só ficou no jargão - " Um cheiro no coração".
 
O tempo, que no início servia como álibi para ajustes e diagnósticos, agora cobra entregas. Passados quase um ano de governo é tempo mais do que suficiente para apresentar prioridades claras, políticas públicas estruturadas e, sobretudo, sinais visíveis de mudança. No entanto, o que se percebe é um governo marcado pela lentidão administrativa, pela ausência de projetos estruturantes e por uma comunicação institucional que pouco dialoga com a realidade vivida pela população.

Com todo respeito que tenho pelo Prefeito pelo cargo que ocupa, mas é preciso dizer com clareza: governar não é apenas ocupar o cargo, mas dar direção, tomar decisões e assumir responsabilidades. A população de Juazeiro não pode se contentar com promessas recicladas ou discursos genéricos. O primeiro ano que se avizinha deveria ser o alicerce de um novo ciclo administrativo,  mas, até agora, o alicerce parece frágil.

Mas para não dizerem que só faço críticas, aqui vai uma sugestão: Ainda há tempo para corrigir rumos, reorganizar a gestão e ouvir a sociedade. Mas o relógio político não para. Se o governo Andrei Gonçalves quiser evitar que seu mandato seja lembrado como uma oportunidade perdida, precisará, com urgência, mostrar a que veio. Senão será mais um prefeito de um mandato só, a exemplo da antiga gestora do município.

(*) Professor, redator - chefe e analista político

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