PAPO SOLTO COM O PROFESSOR: Deputado petista da Bahia destrata mulher e idosos ao tentar furar a fila em hospital . Assista vídeo!


Por: Taciano Medrado*

Olá caríssimos, 

O comportamento de representantes eleitos costuma revelar muito mais do que discursos inflamados em palanques, e, infelizmente, nem sempre o que se vê é digno do voto popular. 

O episódio envolvendo o deputado estadual Euclides Fernandes (PT), no Hospital Aliança, em Salvador, é um desses casos que escancaram a distância entre o cidadão comum e aqueles que deveriam servi-lo.

Segundo relato de uma paciente que registrou toda a confusão, o parlamentar furou a fila na área de retirada de resultados de exames, ignorando as pessoas que aguardavam atendimento, entre elas idosos, que também teriam sido alvo da grosseria. Ao ser questionado, o deputado teria reagido de forma ainda mais agressiva, ordenando que a mulher “calasse a boca”.

A paciente descreveu a situação com indignação:

“Ele tentou furar a fila para receber os resultados dos exames. Agiu de maneira desrespeitosa com todos, causando tumulto. Primeiro confrontou um senhor, depois outro. Quando chegou minha vez, eu o repreendi, dizendo que ele estava sendo muito grosseiro. E aí ele ainda mandou eu calar a boca.”

E a senhora,  ao dizer ao deputado que várias pessoas estavam testemunhando o episódio, o deputado vociferou: "não estou preocupado com isso não".  

Penso que o "blindado" deputado deveria sim estar preocupado com a atitude de destempero dele, afinal foi eleito pelo  povo  e ano que vem tem eleições em todo o pais e com certeza terá a respostas nas urnas. Espero!!


O relato é duro e simbólico. Simbólico porque retrata, mais uma vez, a cultura nociva do “sabe com quem está falando?”, tão enraizada em setores da política brasileira. Duro porque expõe o constrangimento e a humilhação de uma cidadã que, diante do abuso de poder, sentiu-se profundamente desrespeitada:

“Ele não representa a Bahia.”

De fato, não representa. A Bahia,  terra de resistência, de luta, de dignidade,  não se vê nessas atitudes. O mínimo que se espera de um representante público é decoro, empatia e respeito, especialmente em um ambiente tão sensível quanto um hospital.

Este editorial reafirma: episódios como esse não podem ser naturalizados. O poder não concede licença para a arrogância. Pelo contrário,  exige responsabilidade, equilíbrio e compromisso com o bem comum. Quando um parlamentar se comporta como se estivesse acima das regras, não afronta apenas indivíduos; afronta a própria democracia.

Que o caso sirva de alerta. A sociedade observa, registra e cobra. E o respeito, este sim, deveria ser prioridade de qualquer deputado, seja na Assembleia, seja na fila de um hospital.

(*) Redator chefe do TMNews do Vale



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