Amizade e intolerância são misturas imiscíveis

Por: Taciano Medrado*

Olá caríssimos,

Há relações que resistem ao tempo, às distâncias e até às diferenças de pensamento. Outras, no entanto, se rompem quando valores, respeito e civilidade deixam de ocupar o mesmo espaço. Ideologias distintas podem, e devem,  conviver no ambiente democrático. O que não se sustenta é a transformação do debate em trincheira, onde o argumento cede lugar à agressão e a discordância vira ofensa pessoal.

Hoje, por mais que não quisesse, tive que cortar relações e bloquear um ex-colega dos tempos de adolescência e de faculdade, doutrinado e adestrado pelo hipnotizador de serpentes e manipulador de mentes, Lula. 

A decisão não foi tomada por capricho, mas por divergências ideológicas que passaram a se manifestar de forma tóxica e agressiva. Quando os argumentos se esgotam, a baixaria costuma ser o último recurso. O nível do debate despenca, e o diálogo se torna inviável.

Apesar de saber da máxima de que com petista não se discute,  pois muitos se mostram cegos e surdos, ainda que saibam gritar histericamente na defesa de seu líder maior,  eu mantinha, ainda assim, uma relação de amizade com esse ex-colega de décadas. A convivência era possível enquanto havia respeito mútuo. Contudo, ele não soube respeitar as divergências de opinião e preferiu desconstruir a própria amizade, elevando à condição de prioridade um sujeito que sequer sabe se ele existe, se cheira ou se fede.

Misturas imiscíveis são assim: por mais que se agite, não se combinam. Amizade e intolerância não ocupam o mesmo frasco. 

Divergir é legítimo; desumanizar o outro, não. Quando a ideologia passa a valer mais do que a dignidade das relações, o rompimento deixa de ser uma perda e passa a ser um ato de preservação. 

Por fim, a democracia exige pluralidade,  e, sobretudo, respeito. Sem isso, resta apenas o silêncio necessário para manter a sanidade e a coerência.

Amanha, por uma condição natural da vida, Lula não estará mais entre nós pela idade avançada, afinal ele é 16 mais velhos que eu e o ex-colega, agora desafeto, e então quando o seu ídolo petista não estiver mais entre nós a conta chegará pra esse ex-colega doutrinado e razão nenhuma terá para descontruir amizades.

Mas como diz o velho ditado: Vão os anéis ficam os dedos.

(*) Professor, Administrador,  engenheiro agrônomo, matemático e psicopedagogo

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