Por Taciano Medrado*
O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem sendo marcado por decisões que, para muitos brasileiros, revelam menos espírito de pacificação nacional e mais um viés de revanche política.
Em um país profundamente dividido e polarizado, esperava-se do chefe do Executivo uma postura de estadista, capaz de reduzir tensões, reconstruir pontes institucionais e conduzir o debate público pela via da conciliação. No entanto, determinados atos e discursos reforçam a percepção de que antigas feridas seguem sendo instrumentalizadas como método de governo.
O revanchistas e odioso Lula do PT publicou nesta terça-feira (23) o decreto do indulto de Natal de 2025, que concede perdão de pena a presos mediante critérios e condições específicas. A medida não contempla condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, incluindo réus do Supremo Tribunal Federal (STF) por atos relacionados ao 8 de janeiro de 2023, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).
O documento também exclui presos condenados por crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, organização criminosa, terrorismo, abuso de autoridade, violência contra a mulher e liderança de facções criminosas. Pessoas submetidas a Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) ou em estabelecimentos penais de segurança máxima, bem como beneficiários de acordo de colaboração premiada, também não são contempladas.”
O indulto natalino, tradicionalmente associado à clemência do Estado e à humanização do sistema penal, transformou-se novamente em arena política. Em vez de simbolizar indulgência e reconciliação, o gesto é interpretado por parte significativa da sociedade como seletivo e carregado de mensagem ideológica. Quando a indulgência deixa de ser um princípio universal e passa a obedecer a recortes políticos, o que se tem não é justiça restaurativa, mas a consolidação de narrativas de vencedores e vencidos.
Governar exige mais do que atender a uma base fiel; requer sensibilidade institucional e compromisso com a pacificação. O revanchismo, ainda que compreensível sob a ótica de trajetórias pessoais e embates passados, cobra um preço alto quando se sobrepõe à responsabilidade presidencial. Ao optar por decisões que aprofundam antagonismos, o governo perde a oportunidade de exercer a grandeza que o cargo exige e de liderar um processo real de reconciliação nacional.
A história mostra que líderes que escolhem a indulgência, sem abrir mão da lei, mas com visão de futuro, deixam legados mais sólidos do que aqueles que governam movidos por ressentimentos.
Por fim, o Brasil precisa de serenidade, não de ajustes de contas. Precisa de pontes, não de muros. E, sobretudo, precisa de um presidente que compreenda que o poder não deve servir à revanche, mas à união de um país que clama por estabilidade e esperança. Mas convenhamos, esperar de Lula e da esquerda reacionários do pais algo nesse sentido é querer se enganar.
(*) Redação TMNews do Vale
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