Taxa Selic a 15%: o choque de realidade que desmente o discurso fácil
Por Taciano Medrado*
Olá caríssimos,
O líder do PT e mandatário da nação, Lula, mais uma vez comete uma grande gafe e fala o que não sabe e nem domina. Antes de dado mais uma das sua célebres declarações estapafúrdias, o analfabeto funcional, Lula deveria ter consultado seu Ministro da Economia Haddad, mas preferiu soltar mais uma gafe durante a última reunião ministerial do ano que, nesta quarta-feira, 17, onde afirmou peremptoriamente, diante dos seus admiradores que só servem pra aplaudirem e darem risadas das piadas em graças do seu líder maior e sequer atentam para as aberrações que vocifera o petista como esta mais nova:
“não tem macroeconomia, não tem câmbio: se tiver dinheiro na mão do povo, está resolvido o nosso problema. Está resolvido o problema da industrialização, está resolvido o problema do consumo, está resolvido o problema da agricultura, está resolvido o problema da inflação”.(Lula 3)
E, para se complicar mais ainda e demonstrar ignorância quando o assunto é economia, ele completou:
“Ou seja, eu acho que o que nós vamos demonstrar, como lição ao povo brasileiro, é que, na hora em que a gente consegue fazer com que o dinheiro circule.”
As declarações do presidente não resistem ao primeiro contato com a realidade econômica do país. Em um Brasil que convive com taxa Selic em 15% ao ano, afirmar que “basta colocar dinheiro na mão do povo” é ignorar princípios básicos da macroeconomia e desconsiderar os efeitos perversos de políticas irresponsáveis sobre a vida do cidadão comum.
A Selic nesse patamar não surge do nada. Ela é consequência direta de descontrole fiscal, insegurança econômica e perda de credibilidade do governo. Quando o Estado gasta mais do que arrecada, pressiona a inflação e força o Banco Central a elevar os juros para conter o avanço dos preços. Não é ideologia: é matemática.
Na prática, uma Selic de 15% funciona como um freio de mão puxado com força total. O crédito encarece, o consumo cai, o comércio esfria e o emprego sofre. O trabalhador que Lula diz defender é o primeiro a sentir o impacto: parcelas mais caras, financiamento impossível, cartão de crédito sufocante e sonhos adiados.
Empresas, especialmente as pequenas e médias, veem seus projetos engavetados. Investir passa a ser um risco alto demais. Menos investimentos significam menos vagas, menos renda e mais insegurança social. A economia não gira por decreto nem por discurso, gira com confiança, algo que o atual governo insiste em corroer.
Enquanto isso, quem realmente se beneficia dos juros altos são os bancos e grandes aplicadores. A renda fixa vira um paraíso para quem já tem capital, ampliando a desigualdade social. O pobre paga juros; o rico recebe juros. Essa é a realidade que o discurso populista tenta esconder.
Além disso, o governo também paga a conta. Com juros elevados, a dívida pública se torna mais cara, drenando recursos que poderiam ir para saúde, educação e infraestrutura. No fim do caminho, o prejuízo volta em forma de impostos, serviços precários e crescimento estagnado.
A ideia de que “dinheiro circulando resolve tudo” é não apenas equivocada, mas perigosa. Sem responsabilidade fiscal, sem controle da inflação e sem respeito às regras básicas da economia, o resultado é conhecido: inflação alta, juros altos e empobrecimento geral.
O Brasil não precisa de frases de efeito nem de lições rasas. Precisa de seriedade, competência técnica e compromisso com a verdade econômica. Enquanto o governo insistir em negar a macroeconomia, ela continuará cobrando seu preço e, como sempre, quem paga é o povo.
(*) Bacharel em Administração de Empresas, professor de Economia, analise de investimentos e Engenharia Econômica e Editor-chefe do TMNews do Vale.
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