Só enviar mensagens de boas festas e feliz ano novo não basta
Por Taciano Medrado*
Olá tudo bem !
O calendário se aproxima do fim e, com ele, chega um daqueles raros convites que não podem ser adiados nem terceirizados: o convite à reflexão. O fim de ano não é apenas um marco cronológico; é, sobretudo, um momento simbólico de balanço interior, de olhar no espelho sem máscaras e de prestar contas à própria consciência.
Só enviar mensagens de boas festas, compartilhar imagens bonitas ou desejar “feliz ano novo” nas redes sociais não basta. Palavras vazias, desacompanhadas de atitudes concretas, perdem o sentido. O verdadeiro espírito de encerramento de ciclo exige mais: exige coerência entre o que se diz e o que se faz ao longo do ano.
Que marcas deixamos no caminho que percorremos? Fomos mais pontes ou mais muros? Espalhamos palavras que edificaram ou discursos que feriram? Em tempos de intolerância, polarizações extremas e desgaste das relações humanas, cada gesto, por menor que pareça, ganhou um peso ainda maior.
É fácil apontar erros alheios, cobrar do outro, criticar governos, instituições ou pessoas públicas. Difícil, porém necessário, é fazer o exercício honesto da autocrítica. Reconhecer falhas, admitir excessos, pedir perdão quando foi preciso e, sobretudo, aprender com os próprios erros. Crescer dói, mas estagnar cobra um preço ainda mais alto.
O ano que termina também nos desafia a lembrar do bem que foi feito. Dos gestos silenciosos, das mãos estendidas, das palavras de apoio, das escolhas corretas feitas mesmo quando ninguém estava olhando. Esses atos, muitas vezes invisíveis, são os que sustentam a esperança e mantêm viva a confiança na humanidade.
Para o TMNews do Vale, este é também um momento de reafirmar compromissos: com a verdade, com a informação responsável, com o pensamento crítico e com o respeito ao leitor. A imprensa tem o dever de provocar reflexões, incomodar quando necessário, mas também de contribuir para a construção de uma sociedade mais consciente e justa.
Que o fim de ano não seja apenas tempo de festas e promessas automáticas, mas de reconciliação consigo mesmo, com o próximo e com os valores que realmente importam. Que cada um possa virar a página com a certeza de que tentou ser melhor do que foi ontem, e com a disposição sincera de fazer ainda mais no amanhã.
Porque, no fim das contas, o julgamento mais duro não vem dos outros. Vem do espelho.
(*) Professor, psicopedagogo e redator chefe
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