CERCO DOS EUA: Após ação e bloqueio de Trump, Venezuela começa a ficar sem espaço para armazenar petróleo, diz agência

Foto captura de tela


A Venezuela está ficando sem espaço para armazenar petróleo, segundo reportagem da Bloomberg News publicada nesta quarta-feira (17). De acordo com a agência, a produção venezuelana enfrenta dificuldades para ser escoada após ações recentes do governo dos Estados Unidos.

Na terça-feira (16), o presidente Donald Trump afirmou em uma rede social que a Venezuela está “completamente cercada” e que petroleiros alvo de sanções seriam bloqueados. Na prática, essas embarcações ficam impedidas de atracar ou zarpar dos portos venezuelanos.

A Bloomberg aponta que a situação de armazenamento começou a se agravar depois que os Estados Unidos interceptaram e apreenderam um navio petroleiro em 10 de dezembro. Após a operação, vários navios deixaram de sair do país por temor de exportadores.

Fontes ouvidas pela agência afirmam que os principais centros de armazenamento, além de navios ancorados nos portos, estão enchendo rapidamente. A expectativa é que a capacidade máxima seja atingida em até dez dias.

Caso o país fique sem espaço, parte da produção da estatal PDVSA pode ser interrompida. A empresa produz cerca de 1 milhão de barris por dia.

Ainda nesta quarta-feira, o governo venezuelano disse que a exportação do petróleo e a navegação de navios petroleiros do país continuavam normalmente.

A PDVSA disse também que retomou as entregas de petróleo após se recuperar de um ataque cibernético que teria sofrido no início desta semana.

Em uma rede social, na terça-feira, Trump acusou os venezuelanos de roubarem petróleo e terras dos norte-americanos. Segundo ele, a Venezuela está cercada “pela maior Armada já reunida na história da América do Sul”.

“Ela só vai aumentar, e o choque para eles será como nada que já tenham visto — até que devolvam aos Estados Unidos todo o petróleo, terras e outros bens que roubaram de nós.

Trump também acusou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de usar petróleo para financiar o que chamou de “regime ilegítimo”, além de “terrorismo ligado a drogas, tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros”.

“Pelos roubos de nossos bens e por muitos outros motivos, incluindo terrorismo, contrabando de drogas e tráfico de pessoas, o regime venezuelano foi designado como uma ORGANIZAÇÃO TERRORISTA ESTRANGEIRA”, escreveu.

Com base nessas acusações, o presidente anunciou um bloqueio total e completo de todos os navios petroleiros que foram alvos de sanções e que entrarem ou saírem da Venezuela. Segundo o site Axios, 18 embarcações que foram punidas pelos EUA estão em águas venezuelanas no momento.

Navios fantasmas


Segundo estimativas de analistas, a frota clandestina da Venezuela reúne cerca de 1,3 mil embarcações — Foto: AFP

Em 2019, durante o primeiro mandato, Trump impôs várias sanções ao setor petrolífero da Venezuela como forma de pressionar o governo Maduro, o que reduziu as exportações de petróleo do país.

Mesmo com as restrições ainda em vigor, a Venezuela continua exportando cerca de 1 milhão de barris por dia. Segundo especialistas, o regime Maduro tem recorrido a “navios fantasmas” para escoar a produção.

Em tese, essas embarcações “zumbis” foram alvo de sanções, mas mudam de nome ou de bandeira com frequência para tentar escapar das punições. Algumas também se apropriam da identidade de navios que já foram enviados para desmanche.

De acordo com a empresa de inteligência financeira S&P Global, estima-se que 1 em cada 5 petroleiros no mundo seja usado para contrabandear petróleo de países sob sanções. Rússia e Irã também recorrem a estratégias semelhantes.

G1 - Mundo

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