As incoerências da Suprema Corte de Justiça Brasileira

Enquanto o ex-presidente  é tratado como um bandido de alta periculosidade, o verdadeiro criminoso perigoso, recebe as benesses da lei,  com  prescrição da pena

Olá caríssimos,

A Justiça brasileira vive um paradoxo que salta aos olhos do cidadão comum e alimenta uma sensação crescente de descrédito nas instituições. De um lado, um ex-presidente da República é exposto diariamente ao linchamento moral, tratado como ameaça extrema à ordem democrática.  Do outro, um dos maiores símbolos do crime organizado no país, líder de uma facção responsável por incontáveis mortes, tráfico de drogas e terror urbano, vê processos prescreverem e penas serem extintas nos frios autos da lei.

Não se trata aqui de defender pessoas, mas de questionar critérios. A lei deveria ser cega, impessoal e equilibrada. No entanto, quando a balança da Justiça parece pesar mais conforme o personagem, a narrativa política ou a conveniência institucional, o Estado de Direito começa a ruir por dentro.

A prescrição penal, embora prevista em lei, transforma-se em afronta moral quando beneficia criminosos notórios, condenados social e historicamente por seus atos. Para a população que vive refém da violência, é incompreensível que o “sistema” seja implacável com adversários políticos e, ao mesmo tempo, leniente com figuras que simbolizam o crime em sua forma mais brutal.

Essa rigidez seletiva também se manifesta no plano humano. Renan Filho, o mais novo de Bolsonaro, afirmou que tentou acompanhar o pai em um momento delicado, mas foi impedido pelas autoridades policiais por ordem do todo poderoso e superministro 3O,s do STF, Alexandre de Moraes.
Tentei estar ao seu lado, dar força como filho, mas não permitiram”, lamentou. Em tom de indignação, completou: “Estou com o coração na mão. É muita maldade impedir um filho de acompanhar o próprio pai em um momento tão crítico. No lugar do carinho e da presença da família, dois policiais armados estão, neste exato momento, acompanhando meu pai.”

O episódio reforça a percepção de excesso e desumanização no tratamento dispensado a um cidadão que não cometeu crime tipificado como hediondo, e que tais  medidas carregadas de exageros seriam desnecessárias até mesmo pela condição de debilidade de saúde do mesmo. Não resta dúvida se tratar de perseguição e rigor nas  punições aplicadas,  corroendo princípios básicos como a dignidade da pessoa humana e o devido processo legal.

Diante disso, impõe-se uma pergunta incômoda: a Suprema Corte age como guardiã da Constituição ou como protagonista de um jogo político e jurídico seletivo? Quando decisões passam a ser interpretadas como ideológicas, e não técnicas, o Judiciário deixa de ser árbitro e passa a ser parte do conflito nacional.

O resultado é devastador. A confiança pública se esvai, a sensação de injustiça se espalha e o cidadão comum conclui que a lei não é igual para todos. Uma democracia não sobrevive apenas de discursos solenes, mas de coerência institucional. Sem isso, o que resta é a percepção de que, no Brasil, o rigor da Justiça depende menos do crime cometido e mais de quem está no banco dos réus.

No caso do ex-presidente Bolsonaro só enxergo uma saída - a justiça divina interceda a seu favor, por que seu depender da justiça dos "homens sem coração e desalmados o seu calvário será longo e penoso.  

Mas como a justiça de celestial  tarda mas não falta, espero estar vivo ver os pecadores pagarem seus pecados. Afinal, nenhum poder é mais soberano do que o Deus.

(*) Professor e psicopedagogo e redator chefe do TMNews do Vale 

Importante: Precisamos, mais do que nunca, da sua ajuda para continuar no ar. Entre nessa luta com a gente: doe via PIX (20470878568) ou PIX (tgmedra@hotmail.com)


Não deixe de curtir nossa página www.profesortacianomedrado.com e no  Facebook e também Instagram para acompanhar  mais notícias do TMNews do Vale (Blog do professor TM)

Envie informações e sugestões para o TMNews do Vale  pelo   e-mail: tmnewsdovale@gmail.com

Faça um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem