Após sete mandatos, Carlos Bolsonaro renuncia a cargo de vereador no Rio


O vereador Carlos Bolsonaro (PL): de saída da Câmara do Rio após 25 anos (Reprodução/Youtube) 

O vereador Carlos Bolsonaro (PL) anunciou nesta quinta-feira, 11, que vai renunciar ao mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. No Legislativo carioca desde 2000, o filho de Jair Bolsonaro foi vereador eleito mais jovem da história do país, aos 17 anos, e atualmente cumpria seu sétimo mandato consecutivo.

“Hoje, 11 de dezembro de 2025, eu encerro um ciclo que marcou profundamente a minha vida, e faço isso com sentimento que cabe inteiro em uma palavra: gratidão”, iniciou Carlos durante a sessão da Câmara nesta quinta-feira.

A decisão foi motivada pela iminente mudança do filho Zero Dois de Bolsonaro para Santa Catarina, onde deve pleitear uma vaga ao Senado pelo PL em 2026.

“Vou para Santa Catarina para cumprir um chamado que não poderia realizar aqui, pois fiz uma escolha sempre guiada pelo meu coração. Uma [escolha] que me levou a um estado que sempre amei e fez grande grande parte da minha vida”, disse o parlamentar.

“Parto desta cidade com o coração cheio de saudade. Mas também com a serenidade de quem sabe que está atendendo a uma missão maior, da qual sempre fiz parte”, disse Carlos.

Em sua fala, o vereador citou, ainda, a “luta” por valores como liberdade, família e soberania do país. “Não é uma fuga, é a continuidade de uma luta (…) por um Brasil que respeita o seu povo, sua dentidade e, principalmente, num momento tão conturbado no país buscando o equilíbrio entre os poderes. Levo comigo o Rio, sempre, mas agora preciso contribuir em outra trincheira, honrando tudo o que aprendi e construí nessa cidade e agregando a todo um movimento nacional”.

Prisão de Bolsonaro

Carlos se emocionou em diversos momentos do discurso, especialmente ao falar da prisão do pai, que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após condenação no caso de tentativa de golpe de Estado.

“Hoje, [Bolsonaro] enfrenta uma vida injusta, fruto de um processo recheado de contradições, vícios e interpretações políticas”, disse, citando e elogiando o voto divergente do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento que condenou o ex-presidente e outros envolvidos na trama golpista. Segundo Carlos, o magistrado teve êxito ao expor que não existem provas suficientes para corroborar a tese de tentativa de golpe.

“Ele, Bolsonaro, está preso, mas não está derrotado. Porque derrotado é quem abandona seus princípios. E isso ele jamais fez e jamais fará. A Justiça, cedo ou tarde, abrirá a porta que querem manter fechada”, prosseguiu.

Fonte: Revista Veja 

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