Se olharmos apenas de 1998 pra cá, todos os governadores e presidentes da Alerj foram presos, investigados e/ou condenados. Apenas para refrescar nossa memória:
Governadores presos, investigados ou condenados:
Anthony Garotinho – preso várias vezes por corrupção e outros crimes (eleito em 1998).
Rosinha Garotinho – também presa em desdobramentos das investigações envolvendo seu governo e o do marido.
Sérgio Cabral – preso e condenado pela Operação Lava Jato e outras ações, com pena que soma muitas décadas.
Luiz Fernando Pezão – preso ao final de seu mandato por corrupção.
Moreira Franco – ex-governador (antes de 1995) que governou até 1991 e foi preso posteriormente em 2019 em investigação no Rio de Janeiro.
Wilson Witzel, eleito governador em 2018, não chegou a ser preso, mas foi afastado e teve o mandato cassado por corrupção; ele enfrentou ação judicial, mas até agora não consta prisão definitiva como os outros.
Presidentes da Alerj presos, investigados e/ou condenados:
Sérgio Cabral Filho – Presidente da ALERJ: 1995–2003: foi preso em 2016 no âmbito da Operação Lava Jato por corrupção, lavagem de dinheiro e crimes relacionados a esquemas no estado do Rio de Janeiro. Recebeu diversas condenações (somadas, mais de 390 anos, embora algumas tenham sido anuladas em 2024).
Jorge Picciani – Presidente da ALERJ: 2003–2010 (e voltou ao mandato posteriormente). foi preso em 2017 durante a Operação Cadeia Velha por corrupção e associação criminosa. Depois cumpriu prisão domiciliar por questões de saúde e foi condenado a 21 anos em 2019.
Paulo Melo – Presidente da ALERJ: 2011–2015. Foi preso em 2017 junto com Picciani também no âmbito da Operação Cadeia Velha e Furna da Onça, acusado de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.
Rodrigo Bacellar – Presidente da ALERJ: 2023–presente (até 2025). Foi preso preventivamente pela Polícia Federal em dezembro de 2025 durante a Operação Unha e Carne, acusado de vazamento de informações sigilosas relacionadas a outra operação policial. A ALERJ revogou sua prisão dias depois.
Vamos falar, especificamente, desta última prisão: a de Bacellar, pois esta, mais uma vez une o Legislativo e o Judiciário, só que, infelizmente, da maneira que não queríamos.
Foi importante porque puxou o fio da meada de uma investigação que chegou ao Legislativo e, agora, ao Judiciário.
Por ordem de Alexandre de Moraes, a Polícia Federal prendeu o desembargador Macário Ramos Judice Neto, do TRF-2. O magistrado é suspeito de vazar, para o Presidente da Alerj, o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar, a ordem de prisão de TH que ele mesmo assinara.
A Operação Unha e Carne 2 foi desencadeada a partir de dados encontrados em um dos celulares de Bacellar, acusado de ter avisado TH que ele seria preso. “Mediante a análise preliminar dos aparelhos e demais elementos de convicção colhidos, detectou-se o possível foco do vazamento das informações sensíveis a Bacellar e, por conseguinte, a TH Joias, como sendo o próprio desembargador federal”, diz a PF em trecho reproduzido na petição do STF.
A defesa do magistrado, evidentemente, nega a acusação. Para Moraes, é necessário garantir a integridade das investigações. Bacellar foi preso no último dia 3, três meses depois de TH. Ele passou sete dias na Superintendência da PF no Rio até a Assembleia Legislativa decidir por sua soltura, mas Moraes determinou seu afastamento da presidência da Casa e o uso de tornozeleira.
As três prisões — TH, Bacellar e Macário — estão no contexto do julgamento da ADPF das Favelas, no qual foi determinado que a PF investigue a conexão de grupos criminosos com agentes públicos no Estado do Rio.
Segundo os investigadores, na noite anterior à prisão de TH Joias, Bacellar esteve com o magistrado numa churrascaria no Aterro do Flamengo. A PF afirma que Bacellar recebeu vídeos de TH esvaziando sua casa por causa da operação para prendê-lo. Outro ponto destacado pela PF é o fato de Flávia Ferraço Judice, esposa do desembargador, ter trabalhado de abril de 2023 até início do mês passado no gabinete da diretoria-geral da Alerj, quando a investigação que mira Bacellar já estava em curso.
A PF concluiu que o desembargador cometeu crimes de obstrução de investigação, no exercício do cargo, violação de sigilo funcional, favorecimento pessoal e promoção;associação de organização criminosa. Além da prisão de Macário, Moraes determinou o cumprimento de outros dez mandados de busca e apreensão. Um deles foi num endereço de Bacellar no Leme, na Zona Sul do Rio. Os agentes também estiveram na casa de Rui Bulhões, chefe de gabinete de Bacellar, que foi à sede da PF prestar esclarecimentos. Na casa dele foram apreendidos três celulares.
A defesa do desembargador afirmou que Moraes foi induzido ao erro ao determinara prisão de Macário. Segundo o advogado Fernando Augusto Fernandes, Macário não se encontrou com Bacellar na churrascaria. “A Polícia Federal, se verdade fosse, teria obtido tais imagens”, afirmou. “A defesa apresentará os devidos esclarecimentos nos autos e requererá a sua imediata soltura”, diz o comunicado.
Como cobrar dos Poderes, Executivo e Legislativo, integridade, honestidade, ética e idoneidade moral? Todos os dias somos afrontados com notícias de que juízes, desembargadores, ministros de Tribunais Superiores, do STF e seus parentes estão envolvidos com criminosos de todas as estirpes.
Podemos, e devemos, substituir os maus políticos, extirpar pessoas indignas e essa corja que hoje ocupa os Poderes através do voto. Já a moralização do Judiciário depende de seus membros e isso é muito improvável ,porque estão sempre encastelados e o espírito de corpo sempre prevalece.
(*) Advogado, analista de TI e editor do site.
Fonte: O Boletim
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