A política é o poder de destruir caráteres e amizades

 


Por: Taciano Medrado*

A política, que deveria ser o mais nobre instrumento de organização da vida coletiva, tornou-se, em muitos casos, um triturador de princípios. Não porque o poder seja, por natureza, maligno, mas porque ele expõe,  e muitas vezes potencializa,  o que há de pior no ser humano quando caráter e convicções não são sólidos.

Homens e mulheres que antes discursavam sobre ética, justiça e compromisso público, ao se aproximarem do poder, passam a relativizar valores. O que ontem era inaceitável hoje vira “necessário”. O que antes era crime, agora recebe o nome de “articulação política”. O caráter vai sendo corroído em pequenas concessões, até que já não reste quase nada além da ambição de permanecer no cargo.

A política também tem o dom perverso de transformar aliados em cúmplices e adversários  amigos e familiares  em inimigos morais, Não se debate ideias, destrói-se reputações. Não se discute projetos, fabricam-se narrativas. A mentira deixa de ser exceção e passa a ser método. Quem resiste a esse jogo é isolado; quem se adapta, sobrevive,  ainda que ao custo da própria dignidade.

Mais grave é quando essa degradação passa a ser normalizada. O eleitor se acostuma ao escândalo, o militante justifica o injustificável e o sistema recompensa não os mais preparados, mas os mais obedientes. Assim, a política deixa de ser vocação e vira carreira; deixa de ser serviço e vira negócio.

Dizer que “a política é o poder de destruir caráter” não significa absolver quem se deixa corromper. Pelo contrário: é um alerta. O poder não cria o mau caráter, apenas revela quem nunca o teve. E enquanto a sociedade continuar a aplaudir os espertos e desprezar os íntegros, o ciclo se repetirá.

No fim, a pergunta que fica não é se a política destrói caráter, mas quantos estão dispostos a perdê-lo em troca de poder, e quantos eleitores continuam premiando essa escolha e vestindo a camisa de seu "doutrinador" travestido de salvador da pátria, como se vestisse a camisa de seu time do coração. 

Por fim, não se pratica política por paixões arrebatadora por um falso líder manipulador de mentes e cerceador  do livre arbítrio das pessoas. 

(*) Professor, psicopedagogo,  analista político e redator chefe do TMNews do Vale 

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