A 48 horas de completar 1 ano do governo, “Cheiro no coração!”, abandono vira denúncia por parte de servidores e moradores

Por: Taciano Medrado*

A apenas 48 horas de completar um ano do governo municipal batizado pelo próprio prefeito Andrei como “Cheiro no coração!”, os residentes do Bairro João XXIII ganham um presente de Grego. 

A realidade enfrentada por funcionários e moradores da comunidade da UBS João XXIII expõe um contraste duro entre o slogan e os fatos. O que se vê não é cuidado, zelo ou acolhimento, mas abandono, insegurança e descaso com a saúde pública.

Funcionários e moradores denunciaram à imprensa regional, em especial à Rede GN, a situação crítica da unidade de saúde. Segundo os relatos, o posto está há muito tempo sem qualquer tipo de reforma. O muro apresenta buracos, o matagal cresce livremente ao redor e o ambiente se tornou um convite aberto à ação de marginais.

O alerta, infelizmente, se confirmou. No último sábado, dia 27 de dezembro, a UBS João XXIII foi arrombada. Portas quebradas, materiais de trabalho levados e mais um episódio que escancara a falta de segurança e de planejamento da gestão municipal. O prejuízo não é apenas material: é institucional, humano e social.

Os funcionários relatam abandono por parte do poder público. Sem apoio, sem vigilância e sem qualquer agente de portaria, trabalham diariamente em situação de risco. A gravidade se amplia quando se considera que a maioria da equipe é formada por mulheres, expostas a um ambiente inseguro, sem garantias mínimas de proteção durante o expediente.

A pergunta que se impõe é inevitável: onde está o “cheiro no coração” quando uma unidade básica de saúde é deixada à própria sorte? Onde está a prioridade à saúde pública quando profissionais e usuários convivem com medo, sujeira e vulnerabilidade?

Ao se aproximar de um ano de gestão, o governo municipal precisa entender que slogans não substituem ações. A UBS João XXIII não precisa de discurso, precisa de reforma, segurança, limpeza e respeito. O abandono denunciado não é um caso isolado, mas um sintoma de uma gestão que, até aqui, parece distante das necessidades reais da população.

Cabe à Prefeitura de Juazeiro agir com urgência. O silêncio e a inércia apenas reforçam a sensação de descaso. Saúde pública não é favor, é dever constitucional. E o tempo para desculpas já se esgotou.

(*) Redação do TMNews do Vale

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