A primeira edição da Travessia do Nego D’Água movimentou Juazeiro (BA) no último sábado (16/11), reunindo mais de 200 inscritos e dezenas de nadadores de 12 cidades, marcando um dos eventos aquáticos mais representativos já realizados no Rio São Francisco. A prova, que percorreu 2 km da Capitania Fluvial de Juazeiro até a icônica estátua do Nego D’Água, no bairro Angari, uniu esporte, cultura ribeirinha e compromisso ambiental.
Participaram atletas de Petrolina, Juazeiro, Salvador, Ouricuri, Santa Maria da Boa Vista, Casa Nova, Serra Talhada, Aracaju, Jacobina, Camaragibe, Serrinha e Senhor do Bonfim. Para os organizadores, a diversidade regional reforçou o caráter histórico da travessia, que já nasce como marco esportivo no Vale do São Francisco.
A organização ficou por conta das Sereias do Rio, que conduziram um evento completo, com logística, segurança e ações paralelas voltadas à conscientização ambiental e educação aquática — como o Velho Chico+ Limpo e o Treinamento de Salvamento Aquático e Primeiros Socorros, realizado em parceria com o 9º Grupamento de Bombeiros Militares da Bahia.
A idealizadora da travessia, Alice Rocha, celebrou o sucesso da estreia e agradeceu aos que tornaram o evento possível.
“A Travessia do Nego D’Água nasceu do amor pelo Velho Chico e pela nossa cultura ribeirinha. Ver tantos nadadores, famílias, parceiros e apoiadores juntos foi emocionante. Agradeço a cada atleta que acreditou no projeto, aos patrocinadores, às assessorias esportivas, à Marinha do Brasil, à Capitania Fluvial de Juazeiro, ao SAAE, à Cooperfitz, à Associação das Barquinhas e a todos que contribuíram para que esse sonho se tornasse realidade. Essa travessia é de todos nós.”
A chegada dos atletas foi marcada pela simbologia do encontro com o Nego D’Água, figura lendária do imaginário sanfranciscano e homenageada em cada etapa do evento — desde o percurso até as ações ambientais. O artista plástico Ledo Ivo, criador da estátua de mais de 12 metros instalada no rio, também recebeu agradecimentos especiais pela importância cultural de sua obra.
Com a promessa de se consolidar no calendário esportivo da Bahia, a travessia demonstrou que atravessar o Velho Chico é mais do que um desafio físico: é um gesto de respeito, memória e identidade coletiva.
Texto e fotos Assessoria Edusaúde
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