Ministro alertou para o impacto das declarações de líderes petistas no imaginário popular e para os riscos de banalizar o discurso em campanhas
Por Taciano Medrado*
Segundo reportagem do jornal da JP News, um vídeo de 2015 que voltou a circular nas redes sociais reacendeu o debate sobre a retórica política utilizada por Lula e Dilma Rousseff durante disputas eleitorais.
À época ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes criticou abertamente as declarações dos dois líderes petistas, apontando que expressões usadas em momentos de campanha poderiam sugerir comportamentos antidemocráticos e afetar a confiança no processo eleitoral.
As falas foram resgatadas e transcritas ipsis litteris pelo TMNews do Vale.
Crítica à fala de Dilma: “fazer o diabo”
Durante a sessão registrada no vídeo, Gilmar Mendes iniciou seus comentários citando uma declaração da então presidente Dilma Rousseff, feita durante o período eleitoral:
“Eu não cometo nenhuma imprecisão ao lembrar aqui — estou lembrando de cabeça — mas eu fui agora à internet. Uma declaração da candidata, agora eleita, a presidenta Dilma. Vejam: as palavras têm força. E disse: ‘Que a gente faça o diabo quando da eleição.’
A gente pode entender essa expressão de várias formas, mas ‘fazer o diabo’ tem uma carga figurativa muito, muito grande.
Será que fazer o diabo significa fazer… a gente é… até capaz de fraudar a eleição?”
[silêncio no plenário]
Para o ministro, a frase ultrapassava os limites da retórica política e colocava em dúvida a seriedade do processo eleitoral.
Responsabilidade no discurso público
Mendes seguiu reforçando que falas dessa natureza têm peso significativo para a opinião pública:
“Veja a responsabilidade, inclusive, de pessoas que ficam a falar bobagens — isso inclusive em campanha eleitoral. O peso que isso tem no imaginário das pessoas. O que significa ‘fazer o diabo’ na eleição?”
Citação a Lula: “o que somos capazes de fazer para garantir a reeleição”
O ministro também mencionou uma declaração atribuída ao ex-presidente Lula, que, segundo ele, reforçava o mesmo problema:
“Mas veja o que diz o ex-presidente, eleito duas vezes: ‘Eles não sabem o que somos capazes de fazer para garantir a reeleição.’
Será que as pessoas não podem imaginar que quem diz isso é capaz de dizer: ‘eu sou capaz de fraudar uma eleição?’”
Papel da Justiça Eleitoral
Após relembrar as falas, Gilmar Mendes destacou que a Justiça Eleitoral havia demonstrado coragem para cassar mandatos de prefeitos e governadores, e que, por isso, discursos que colocassem em dúvida a integridade das eleições não poderiam ser normalizados.
Para o ministro, declarações desse tipo extrapolam o jogo político e podem alimentar suspeitas infundadas sobre o sistema eleitoral brasileiro.
Mas o mais incrível de tudo isso, não obstante esse discurso o Ministro Gilmar Mendes passados 10 anos se transformou o maior defensor de Lula e do PT.
Dai a pergunta: aonde está a coerência, entre o disse a uma década atras, e o que pensa, hoje em 2025, o senhor eminente Ministro? O que o levou a mudar radicalmente seus conceitos em relação a Lula e ao PT?
(*) Redação - TMNews do Vale
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