Por: Luiz Emanuel Zouain *
A COP30, vendida como o grande espetáculo ambiental do século, acabou se revelando um desastre monumental — diplomático, financeiro, estrutural e moral. Um evento que consumiu bilhões de reais do dinheiro público para entregar, na prática, um cenário de improviso, escassez e vergonha internacional. Uma conferência global que não conseguiu garantir nem o básico: água para os participantes, banheiros decentes e estrutura mínima. Mas, claro, a coxinha de R$ 30 estava lá — porque no Brasil da propaganda tudo pode faltar, menos a conta salgada para o contribuinte.
E enquanto o povo brasileiro assistia atônito, começaram a pipocar as denúncias de corrupção, atravessadores, contratos duvidosos, superfaturamentos e aquela velha engenharia de desvio que todo mundo reconhece — e que, infelizmente, se repete quando há muito dinheiro público e pouca transparência. Para completar o absurdo, houve até desmatamento, remoção de árvores históricas, áreas destruídas às pressas para “preparar” a cidade. A COP da sustentabilidade destruindo patrimônio natural para montar cenário. É quase uma metáfora trágica da gestão pública.
Mas se a organização local foi um fiasco, o fracasso diplomático conseguiu ser ainda maior. A COP brasileira simplesmente se tornou uma das conferências menos representadas da história: cerca de 20 países. Nem o Uruguai — aliado ideológico — apareceu. O BRICS inteiro ignorou. As grandes potências, idem. Uma conferência global sem o mundo. Um palco vazio. E, para tentar dar alguma aparência de relevância, lá estava Dilma Rousseff, como se isso agregasse qualquer peso político internacional em 2025.
O constrangimento culminou com o premier alemão criticando abertamente a situação — um carimbo público de que a conferência virou motivo de piada. E o pior: essa vergonha recai sobre o povo brasileiro, especialmente sobre o povo honesto, forte e trabalhador do Pará, que não tem absolutamente nenhuma culpa nesse caos. Pelo contrário: foi vítima de uma elite política local e nacional que trata o estado como curral, como propriedade pessoal, como palco para coronelismo misturado com propaganda.
Pobre COP 30!
(*) Luiz Emanuel Zouain da Rocha é vereador de Vitória, defensor da eficiência e da transparência dos gastos públicos. Em sua trajetória, o parlamentar tem se destacado por sua luta intransigente pela melhoria de nossa educação e cultura — como motores para qualquer transformação verdadeira — da proteção da natureza e dos animais, da segurança pública e por um ambiente de convivência harmônica na cidade.
Professor de Matemática formado pela Universidade Federal do ES (UFES), Luiz Emanuel teve uma ampla participação nas lutas por valorização da carreira do professor e em defesa de uma escola pública de qualidade. Além de Professor, Luiz Emanuel também atuou simultaneamente no comércio, onde conheceu os desafios do empreendedorismo em nosso país.
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