Olá, caríssimos,
Lula do PT — o mesmo que declarou em discurso na Malásia que os traficantes eram “vítimas dos usuários”, voltou a mostrar ao Brasil a face mais hipócrita e ideologicamente distorcida do lulopetismo. Numa demonstração inequívoca de que sempre defendeu e continua defendendo bandidos, ele mesmo o disse, com todas as letras, em palavras oriundas de uma mente já senil e distante da realidade nacional.
Não satisfeito, o Lula do PT agora critica e ataca as ações da megaoperação contra narcotraficantes do PCC nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, realizada na última terça-feira (4). Segundo ele, a operação teria sido uma “matança”. A verdade, porém, é que a ação das forças de segurança deixou 121 mortos, entre eles, 117 marginais de alta periculosidade, todos empunhando fuzis e não flores — e, lamentavelmente, quatro policiais, cujas vidas, na ótica petista, parecem valer menos que a de qualquer criminoso tombado em confronto. Nem se fossem dez mil marginais abatidos, a vida de um policial honrado teria equivalente.
A estapafúrdia fala de Lula aconteceu em uma entrevista a agências internacionais na manhã da terça-feira (4). Segundo o próprio, “a ordem do juiz era para que fossem cumpridos mandados de prisão, não para uma matança, e, no entanto, houve uma matança. Acho importante verificar as circunstâncias em que ocorreu.”
Mas a pergunta que não quer calar é: como cumprir mandado de prisão se a polícia é recebida por uma tempestade de balas provenientes dos armamentos pesados dos traficantes? Qual mágica o senil Lula faria para que os 117 marginais fossem presos com vida? Seria a mesma mágica com que prometeu “acabar com a guerra entre a Ucrânia e a Rússia”, sentado num bar, tomando uma cerveja e discursando como se fosse um pacificador universal?
Em momentos de dor e tensão nacional, o lulopetismo não se contém: transforma tragédias em palanque, discurso em espetáculo e sangue em retórica política. É o oportunismo travestido de compaixão, o sentimentalismo calculado que busca manipular corações e mentes enquanto o país clama por segurança, justiça e respeito.
Lula e seus seguidores continuam presos a uma lógica perversa, onde o bandido é vítima e o policial é o vilão; onde o Estado deve pedir desculpas a quem desafia a lei; onde a ordem pública é vista como “repressão” e o crime, como “reação social”.
Essa inversão moral é o retrato mais fiel do lulopetismo: um movimento que se alimenta da desgraça, que manipula tragédias e que, por trás do discurso de empatia, esconde o instinto político de sobrevivência.
Tragédia não é trampolim eleitoral. Dor humana não é ferramenta de marketing ideológico. O Brasil precisa de liderança, não de encenação. De coragem, não de covardia. De verdade, não de teatro.
(*) Professor e analista político
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