A decisão de encerrar o uso do termo “todes” nas comunicações oficiais de órgãos públicos reacende um debate antigo, mas que insiste em permanecer mal compreendido: a eterna disputa entre norma culta, ideologia e políticas linguísticas. Não se trata apenas de uma escolha gramatical, mas de um movimento simbólico que revela como o Estado enxerga, e pretende moldar, a forma como a sociedade se expressa.
O português é uma língua viva, em constante transformação, e negar isso seria ignorar séculos de evolução. No entanto, também é verdade que a língua oficial do país segue regras estruturais que garantem clareza, acessibilidade e uniformidade em documentos públicos. O papel do Estado, nesse sentido, é assegurar que a comunicação seja compreensível para toda a população. O problema é quando uma decisão técnica passa a carregar um peso político desnecessário.
Nesse contexto, o governo federal publicou a Lei nº 15.263/2025, que cria a Política Nacional de Linguagem Simples, válida para todos os Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a legislação visa uma comunicação acessível, clara e direta para a população, permitindo maior participação social e favorecendo o direito à informação. A medida, que entra em vigor imediatamente, é vista como um avanço histórico na relação entre Estado e sociedade, dando a possibilidade de que grande parte das pessoas encontre informações com facilidade, compreenda o que está sendo comunicado e entenda como esse conteúdo pode influenciar seu cotidiano.
Outro ponto abordado na lei é a orientação para que o comunicado seja disponibilizado também na língua da comunidade indígena à qual é destinado, mas apenas sempre que possível, o que já representa uma redução da garantia plena de acesso à informação e cria brechas para que a implementação seja desigual ou limitada.
Essas medidas, em teoria, deveriam reforçar a centralidade da clareza e da acessibilidade na comunicação pública. No entanto, é justamente nessa contradição que o debate sobre o “todes” se intensifica: enquanto o governo defende linguagem simples e direta, o banimento enfático de um termo experimental revela mais uma disputa política do que uma preocupação real com compreensão textual.
O termo “todes”, adotado por alguns grupos como símbolo de inclusão, nunca foi reconhecido pela norma culta, e não deveria, pois ameaça de forma concreta à língua portuguesa.
O fim do “todes” nas comunicações públicas é uma vitória não só do bom senso, mas também da valorização da nossa língua mãe. A espetacularização criada pelos militantes de esquerda do pais, cujo inversão de valores sempre preponderaram criaram trincheiras ideológicas em defesa do "insignificativo".
Enquanto isso, o país segue enfrentando o analfabetismo e as questões estruturais de acesso à educação de qualidade, e nada se vê por parte dos simpatizantes da esquerda comunista, movimentos ou ações em direção a esse sentido.
No final das contas, seguimos debatendo aquilo que nunca deveria ser pauta e negligenciando o essencial - a Educação.
(*) Professor e redator chefe do TMNews do Vale
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