Há dois anos, um tenebroso ataque terrorista matou pessoas que estavam vivendo suas vidas de forma inofensiva e não pediam por guerra. Este ataque abjeto tirou a vida de 1.200 pessoas e outras centenas foram sequestradas. 48 delas continuam em cativeiro. Não sabemos quantos reféns estão vivos.
Hoje, vê-se um aumento do antissemitismo causado pelas tristes cenas dos palestinos em Gaza, mas, se um dos seus filhos ou parentes estivesse entre as mais de 1.200 vítimas do dia 7 de outubro, o que você faria?
Sim, não podemos ignorar os palestinos que estão morrendo em Gaza, alguns até de fome. Claro que eles não mereciam estar passando pelo terrível momento desta guerra. Da mesma forma, os israelenses merecem ser respeitados e ter a sua terra protegida de ataques diários, que sofrem há anos pelos países vizinhos que negam a coexistência e cultivam a sua destruição “do rio ao mar”.
Mas é preciso analisar com imparcialidade os dois lados, antes de criminalizar todas as pessoas judias ao redor do mundo por uma guerra que não foi provocada por eles. Estão matando e perseguindo judeus que não têm nenhuma participação nessa guerra.
E apoiar a cultura do Hamas – não do povo palestino – é voltar à Era da Escravidão, onde as mulheres não tinham lugar na sociedade e da perseguição aos cristãos, gays e judeus, com qual objetivo? Apenas para o crescimento do antissemitismo que está contribuindo para que preconceitos continuem a dividir a humanidade.
Seria importante que o governo brasileiro fizesse uma distinção mais clara entre as críticas ao governo israelense e aos judeus.
Como todo preconceito, o contrário aos judeus é igualmente ignóbil, porém, observa-se que os representantes da cultura e da religião judaicas poderiam ser mais enfáticos em suas críticas a Israel de Netanyahu, o que ajudaria a conter esse crescimento.
O mundo precisa se informar melhor sobre os assuntos ligados a Israel. Começa pela diferenciação entre semitismo e judaísmo:
– O semitismo é um conceito mais amplo que abrange diversas culturas e línguas, enquanto o judaísmo é uma religião
específica.
– Nem todos os semitas são judeus, e nem todos os judeus são necessariamente semitas no sentido linguístico ou cultural.
Feito este esclarecimento, seguimos:
Grande parte da população de Israel não tem origem semita. Já os palestinos são, majoritariamente, semitas, descendentes em linha direta dos antigos habitantes da região. Viram a diferença?
Profundamente lamentável que a mídia mundial, na semana em que lembramos do mais terrível ataque aos judeus após o Holocausto, escolha dar foco a apenas a uma visão enviesada e equivocada sobre a situação em Gaza, em vez de dar visibilidade também para os reféns inocentes que há dois anos estão no cativeiro em condições deploráveis, pelo simples fato de serem judeus.
Em vez de usar sua capacidade de comunicação para informar que o grupo terrorista Hamas usou dinheiro de escolas e hospitais para construir túneis e comprar armas, colocando a população em situação vulnerável e precária. O Hamas se esconde no subsolo destas escolas e hospitais, teoricamente “protegidos” de ataques contrários em 500km de túneis.
E, em vez de a mídia mundial explorar as causas reais do que está acontecendo na região, prefere disseminar uma visão antissemita, que só contribui para o aumento do ódio aos judeus no mundo.
Para concluir, deixo uma frase: o povo de Israel não é Netanyahu e o povo palestino não é o Hamas.
Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Simples assim…
N.A.: Felizmente, Trump conseguiu um acordo de cessar-fogo. Não é garantia de fim da guerra, mas é garantia para um cessar-fogo imediato, com permissão de entrada de ajuda humanitária; com o Hamas liberando todos os 48 reféns (vivos ou mortos) e com Israel liberando prisioneiros terroristas do Hamas que escolherá, numa lista, os grupos a serem liberados. Não é, como não foram todos os acordos anteriores uma garantia de fim da guerra, mas é um passo importante.
(*) Advogado, analista de TI e editor do site.
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