Por Taciano Medrado*
Olá caríssimos,
Ao longo dos meu 64 anos de vida já ouvi, assistir e fui testemunha de fatos que aconteceram no mundo. De ditadores atrozes surgirem e sucumbirem num piscar de olhos, afinal o bem sempre vence o mal.
O século XXI, que começou sob o signo da globalização e do avanço das democracias, surpreendeu o mundo ao assistir ao ressurgimento de velhos fantasmas: os ditadores. Em plena era digital, quando a informação viaja à velocidade da luz, ainda existem governantes que insistem em controlar povos pela força, pela censura e pelo medo. De Vladimir Putin, na Rússia, a Kim Jong-un, na Coreia do Norte, passando por Nicolás Maduro, na Venezuela, o mapa mundial continua marcado por regimes autoritários que desafiam a ideia de liberdade e de Estado de Direito.
Entretanto, a história mostra que o poder absoluto é, por natureza, efêmero. Nenhum regime autoritário resiste indefinidamente ao peso da própria repressão. Robert Mugabe, no Zimbábue, caiu após décadas de domínio. Muammar Kadafi, na Líbia, teve um fim trágico. Saddam Hussein, outrora todo-poderoso no Iraque, foi derrubado e executado. Até mesmo líderes que pareciam inabaláveis enfrentaram a força imprevisível dos povos quando a paciência social se esgota.
A efemeridade dos ditadores reside justamente na contradição de seus próprios sistemas: governam pela opressão, mas se sustentam na aparência de legitimidade. Quando o medo dá lugar à esperança, o castelo de poder desmorona. Nenhum aparato militar, partido único ou culto à personalidade é capaz de conter para sempre o desejo humano de liberdade.
A lição que o século XXI oferece é clara: o autoritarismo pode até se reinventar, usando a tecnologia e a manipulação da informação, mas continua sendo um regime condenado à decadência. A voz do povo, silenciada por algum tempo, sempre encontra um novo canal para se manifestar.
Abaixo estão alguns dos principais ditadores ou líderes autoritários do século XXI, divididos por regiões:
ÁFRICA
Robert Mugabe (Zimbábue) – Governou de 1980 a 2017. Transformou-se de herói da independência em ditador autoritário, com censura, repressão e colapso econômico.
Omar al-Bashir (Sudão) – No poder de 1989 a 2019. Responsável por genocídio em Darfur e por um regime fortemente repressivo.
Teodoro Obiang Nguema Mbasogo (Guiné Equatorial) – No poder desde 1979 até hoje; é o chefe de Estado há mais tempo no cargo no mundo.
Idi Amin Dada, é considerado um dos ditadores mais brutais e déspotas da história, que ocupou o cargo de presidente de Uganda de 1971 até 1979.
Em 2 de fevereiro de 1971, uma semana após assumir o poder, Amin se declarou Presidente de Uganda, comandante-em-chefe das forças armadas, chefe do estado-maior do exército e chefe da força aérea. Ele suspendeu várias provisões da constituição ugandense e logo instituiu um Conselho Consultivo de Defesa composto por oficiais militares, tendo ele mesmo como seu líder. Amin colocou tribunais militares acima das leis e cortes civis apontando militares para posições no governo e para empresas e agências estatais e informou o recém-empossado gabinete de ministro civil que eles estariam sujeitos a cortesia militar. Amin logo passou a governar por decreto, que não podiam ser revertidos por nenhum remédio legal. Em Em 19 de julho de 2003, Amim faleceu de insuficiência renal.
Paul Kagame (Ruanda) – No poder desde 2000. Apesar de ter estabilizado o país após o genocídio, é acusado de censura e assassinatos de opositores.
ÁSIA
Kim Jong-un (Coreia do Norte) – No poder desde 2011. Mantém um regime totalitário, com culto à personalidade, campos de prisioneiros e ausência total de liberdade.
Xi Jinping (China) – Consolidou poder desde 2012, aboliu limites de mandato e intensificou o controle do Partido Comunista sobre todos os aspectos da vida.
Bashar al-Assad (Síria) – No poder desde 2000. Responsável por guerra civil devastadora e uso de armas químicas contra civis.
Recep Tayyip Erdoğan (Turquia) – No poder desde 2003 (como premiê e depois presidente). Transformou a Turquia em um regime semipresidencial autoritário, perseguindo jornalistas e opositores.
Vladimir Putin (Rússia) – No poder desde 1999, alternando entre presidente e primeiro-ministro. Controla a imprensa, reprime a oposição e promoveu invasões militares.
Hun Sen (Camboja) – No poder desde 1985 até 2023, sendo um dos líderes mais longevos e autoritários do mundo moderno.
AMÉRICAS
Hugo Chávez (Venezuela) – No poder de 1999 até 2013. Implantou o chamado “socialismo do século XXI”, centralizando o poder e minando a democracia.
Nicolás Maduro (Venezuela) – Sucessor de Chávez, manteve o autoritarismo, com fraudes eleitorais e repressão violenta.
Daniel Ortega (Nicarágua) – No poder desde 2007 (e também de 1979 a 1990). Transformou o país em um regime ditatorial, com prisões de opositores e controle da mídia.
Miguel Díaz-Canel (Cuba) – Desde 2018, mantém o regime comunista repressivo iniciado por Fidel Castro.
Fidel Castro (Cuba) – Ainda que sua ditadura tenha começado em 1959, se manteve até 2008, adentrando o século XXI.
ORIENTE MÉDIO E OUTROS CASOS
Muammar Kadafi (Líbia) - ditador, político, militar, ideólogo e governante absoluto da Líbia de 1 de setembro de 1969 até 20 de outubro de 2011, quando foi deposto após a Guerra Civil na Líbia e morto na batalha de Sirte. Durante seus mais de 40 anos como ditador, Gaddafi adquiriu o status de ditador de seu país e impôs leis que favoreciam seus partidários e companheiros e que oprimiam com forte violência seus opositores. Também adquiriu ilegalmente uma fortuna estimada em mais de 20 bilhões de dólares
Saddam Hussein (Iraque) – ditador iraquiano que governou o país por mais de duas décadas, de 1979 a 2003, liderando o Partido Ba'ath. Ele é lembrado por seu regime autoritário, que se envolveu em guerras como a Irã-Iraque e a do Golfo, além do uso de armas químicas contra a minoria curda. Seu governo foi derrubado em 2003 após a invasão do Iraque pelas forças americanas, e ele foi capturado, julgado por crimes contra a humanidade e enforcado em 2006.
Ali Khamenei (Irã) – Líder Supremo desde 1989; concentra poder político e religioso com forte repressão.
Observação Importante
Há também líderes eleitos democraticamente que desenvolveram comportamentos autoritários (como Viktor Orbán na Hungria e Jair Bolsonaro em alguns momentos de sua gestão, segundo analistas internacionais). No entanto, classificá-los como ditadores requer cautela, pois depende de critérios específicos — concentração de poder, ausência de eleições livres, censura e perseguição política.
Referências bibliográficas
Wikipedia
(*) Professor e analista política
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