Guerra Fria: Tarifas no lugar de bombas e mísseis



Por: Taciano Medrado*

A nova guerra fria não é travada com tanques ou ogivas nucleares, mas com tarifas, sanções e disputas comerciais. No campo de batalha do século XXI, o inimigo não é mais o exército do outro lado do muro, e sim o concorrente econômico que ameaça a hegemonia das potências globais.

Hoje, o que antes se resolvia com demonstrações de força militar, é decidido nos bastidores de acordos comerciais, nas mesas do G20 e nos corredores da Organização Mundial do Comércio. Os embargos substituíram as bombas; as tarifas, os mísseis. O dano é o mesmo: destruição, recessão e sofrimento — só que disfarçados de “estratégias de defesa nacional”.

Donald Trump anunciou uma tarifa adicional de 100% sobre as importações chinesas e ameaçou cancelar uma cúpula com Xi Jinping prevista para daqui a duas semanas, um passo a mais na nova escalada comercial entre as duas potências, impulsionada pelas terras raras.

O presidente dos Estados Unidos também impôs controles à exportação de todo software de importância estratégica com destino à China. Trump informou nesta sexta-feira (10) que as duas medidas entrarão em vigor em 1º de novembro, como resposta ao que classificou como práticas comerciais "extraordinariamente agressivas" por parte de Pequim.

“Acabamos de saber que a China adotou uma posição extraordinariamente agressiva sobre o comércio, com o envio de uma carta extremamente hostil ao mundo, declarando que, a partir de 1º de novembro de 2025, imporia controles de exportação em larga escala sobre praticamente todos os produtos que fabrica — e até mesmo alguns que nem sequer fabrica”, afirmou o magnata americano na Truth Social.
(Fonte: AFP)


Os Estados Unidos e a China são os protagonistas dessa nova disputa geopolítica. O que está em jogo não é apenas o domínio de mercados, mas o controle de tecnologias, recursos e, sobretudo, da narrativa global. Cada taxa imposta, cada boicote silencioso, é um movimento calculado num tabuleiro que se parece mais com um xadrez econômico do que com uma guerra tradicional.

Enquanto isso, países emergentes, como o Brasil, viram peças secundárias nesse jogo. Somos afetados por decisões que não tomamos e por interesses que não nos beneficiam. As tarifas impostas a um gigante podem parecer distantes, mas reverberam nos nossos portos, nas exportações, no preço do arroz e até no custo da gasolina.

E pra agravar a situação o Brasil pinta de gaiato no meio dos gigantes e sofre represálias dos  dos EUA que impõe 
tarifaço de 25 a 50%, como consequência de ações tomadas pelo judiciário brasileiro (STF) contra cidadãos e empresas americanas

A “paz” que o mundo celebra é ilusória. Vivemos um conflito silencioso, travado com cifras, algoritmos e tratados. No lugar do som das explosões, o barulho é outro: o das bolsas de valores oscilando e das economias cambaleando. É a guerra fria dos tempos modernos — sem sangue aparente, mas com feridas profundas.

(*) Editorial – TMNews do Vale

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