Por: Taciano Medrado*
A matemática, especificamente na geometria não euclidiana (como a geometria projetiva), nos ensina que duas retas paralelas jamais se encontram, a não ser no infinito. Essa simples ideia, tão lógica quanto simbólica, traduz com perfeição o comportamento de certos políticos brasileiros. São figuras que vivem prometendo um ponto de encontro com a verdade, a ética e o povo, mas tais promessas parecem se realizar apenas nesse mesmo “infinito” onde as retas paralelas se cruzam, ou seja, nunca.
No discurso, defendem a moral, o bem comum e a justiça social; nas práticas, revelam-se mestres na arte de contornar princípios, dobrar promessas e desviar-se de compromissos. São verdadeiros geômetras do poder, especialistas em alinhar suas trajetórias aos interesses de ocasião, enquanto mantêm distância segura da coerência e da responsabilidade pública.
O povo, cansado de esperar por um encontro entre palavras e ações, assiste a essa geometria política frustrante, onde tudo parece convergir para lugar nenhum. A esperança de ver ética e compromisso se cruzarem torna-se, para o cidadão, um exercício de fé, ou de pura paciência.
Talvez seja hora de mudar a equação. De exigir dos nossos representantes menos retórica e mais retidão; menos linhas paralelas e mais pontos de encontro com a verdade e o povo. Afinal, ética e compromisso público não deveriam viver no plano do infinito, mas no cotidiano concreto das ações que constroem uma sociedade mais justa e transparente.
(*) Professor e analista político
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