Dia Nacional e Mundial da Psoríase: especialista do HU-Univasf reforça importância do diagnóstico e do tratamento precoce da doença


Nesta quarta-feira, 29 de outubro, é celebrado o Dia Nacional e Mundial da Psoríase, data que chama atenção para uma doença inflamatória crônica da pele que ainda é cercada por estigmas e desinformação. A psoríase se manifesta por meio de manchas e placas avermelhadas com escamas brancas e secas, que aparecem com frequência em regiões como cotovelos, joelhos, costas, couro cabeludo e plantas das mãos e dos pés.

De acordo com a dermatologista Paulyane Sampaio, do Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), a condição pode atingir qualquer parte do corpo e, nos casos mais graves, comprometer extensas áreas da pele. “A psoríase, principalmente em seus quadros graves, é uma doença muito estigmatizante. São lesões que às vezes nem têm tantos sintomas, podem coçar um pouco, mas trazem um grande estigma aos pacientes pela aparência que causa”, explica a médica, que também é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e preceptora do Ambulatório de Doenças Imunomediadas do HU-Univasf.

A especialista reforça que a data de conscientização é essencial para combater o preconceito e orientar a população. “Isso leva a uma grande discriminação, um preconceito em relação a esses pacientes por parte da sociedade. Por isso, é fundamental ter um dia de conscientização sobre a psoríase. Primeiro, para combater o estigma da doença e esclarecer à população o que é a psoríase, e que ela não é contagiosa. Além disso, para orientar os pacientes, mostrando que, embora seja uma doença inflamatória crônica, ou seja, sem cura, tem controle. Hoje, contamos com diversas medicações disponíveis, inclusive muito potentes para os casos graves, que permitem ao paciente ter uma boa qualidade de vida, com pouco ou nenhum impacto”, destaca Paulyane Sampaio.

O tratamento varia conforme a gravidade do quadro. “Nos casos leves, com poucas lesões e sem acometimento das articulações, o tratamento é feito de forma tópica, ou seja, com medicações em forma de pomadas e cremes. Já nos quadros moderados a graves, quando há maior extensão da pele comprometida ou presença de comorbidades como artrite psoriática e síndrome metabólica, utilizamos tratamentos sistêmicos, por via oral ou com medicações mais potentes”, explica a médica.

Paulyane alerta que o diagnóstico da doença ainda é frequentemente tardio. “É muito comum os pacientes com psoríase ficarem anos sem um diagnóstico correto, por isso a importância de procurar um dermatologista, de preferência especialista nessa área. Lembrando que a psoríase é uma doença inflamatória que não se restringe somente à pele, então é considerada hoje uma doença sistêmica, aumentando o risco inclusive de obesidade, síndrome metabólica e o risco de infarto, por exemplo”, ressalta.

A médica também chama atenção para a associação frequente entre a psoríase e a artrite psoriática, inflamação das articulações que pode causar deformidades se não tratada precocemente. “É importante o diagnóstico, de preferência precoce, para a instituição de um tratamento adequado”, finaliza a especialista.

Portal da Univasf

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