Suspeito de esquema de invasão de conta gov.br de juíza para tirar restrição judicial de veículo para vendê-lo é preso — Foto: Ronaldo Bernardi/Agência RBS
A Polícia Civil faz uma operação, nesta quinta-feira (2), contra um suposto esquema de fraude envolvendo a liberação ilegal de um veículo apreendido pela Justiça do Rio Grande do Sul usando dados de uma juíza federal.
Mandados de prisão são cumpridos nas cidades de Portão, Dois Irmãos, Sapiranga e Rolante. Até a publicação desta reportagem, cinco pessoas foram presas.
A investigação indica que criminosos invadiram a conta gov.br da magistrada para acessar o sistema do Registro Nacional de Veículos Judicial (Renajud), retirar a restrição judicial do automóvel para, então, vendê-lo.
O caso foi descoberto quando a polícia identificou que o carro, que estava retido por decisão da Justiça dentro de um processo criminal, teria sido liberado de forma irregular. Ao longo da investigação, surgiu a suspeita de que isso ocorreu a partir do acesso não autorizado ao sistema do Renajud com dados da juíza – apesar de não haver ordem judicial para isso.
O principal beneficiado pela fraude teria sido um comerciante de automóveis que, segundo a investigação, comprou o veículo mesmo sabendo da restrição judicial (saiba mais abaixo). Já o principal suspeito pela invasão foi identificado como um homem com histórico de crimes cibernéticos e patrimoniais em outros estados. Ele foi preso em Santa Catarina.
A Polícia Civil confirmou que os acessos ao sistema Renajud teriam sido feitos com a senha da magistrada e que a exclusão da restrição teria sido feita no mesmo dia em que o carro começou a ser negociado.
Os suspeitos investigados devem responder por fraude processual, estelionato, organização criminosa e invasão de dispositivo informático.
Comerciante, advogado e revenda de veículos
O principal beneficiado pela fraude teria sido um comerciante de automóveis que, segundo a investigação, comprou o veículo mesmo sabendo da restrição judicial. De acordo com a polícia, o homem afirmou ter pago R$ 13 mil a um advogado criminalista para que o desbloqueio fosse realizado. Ele ainda teria fornecido a senha gov.br da esposa a um vendedor de uma loja de carros em Dois Irmãos para facilitar a transferência do bem após a remoção da restrição.
A delegada Luciane Bertoletti, responsável pela investigação, destacou a sofisticação do esquema.
“É um exemplo claro de como a criminalidade se moderniza e tenta explorar brechas tecnológicas para obter lucro ilícito”, afirmou.
A Polícia Civil aponta que a antiga proprietária do carro confirmou que vendeu o veículo com a restrição ativa e disse ter ficado surpresa ao saber que o bloqueio havia sido retirado. Ela teria dito que o comprador chegou a pedir ajuda financeira para cobrir os custos da fraude.
Após o desbloqueio, o carro teria sido repassado à revenda, onde sócios e vendedores negociaram o veículo.
Já sem restrições, o automóvel foi anunciado ao público e vendido a um morador de Caxias do Sul por R$ 77.900. Ele teria pagado entrada e financiado o restante, acreditando que a compra era legal.
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