CNU 2025: candidatos relatam irregularidades na aplicação das provas



Um erro operacional durante a aplicação das provas objetivas do Concurso Nacional Unificado (CNU), no domingo (5/10), pode ter prejudicado dezenas de candidatos em Fortaleza (CE).

Uma candidata do Bloco 3 (nível superior) relatou que a prova em sua sala foi encerrada às 16h30, e não às 18h, como determina o edital. A redução de 1h30 no tempo total fez com que ela e outros concorrentes fossem obrigados a deixar questões em branco ou “chutar” respostas, comprometendo seu desempenho no certame.

A candidata realizou a prova no Prédio 2 (térreo) da Escola Municipal Dolores Alcântara, no bairro Autran Nunes. Ela seguiu todas as determinações e estava ciente de que o edital previa 5 horas de duração para a prova de nível superior, das 13h às 18h. Vale destacar que apenas as provas de nível médio (Blocos 8 e 9) deveriam ser aplicadas das 13h às 16h30 (3h30 de duração).

No entanto, ainda no início do exame, percebeu que o horário de término anunciado pelos fiscais de sala era diferente. “Questionei os fiscais sobre o horário, pois me pareceu reduzido. Eles garantiram que estava correto e que a prova terminaria às 16h30. Confiei na informação deles e prossegui”, detalhou a candidata.

Conforme o horário incorreto se aproximava, a tensão na sala aumentou. “Percebi que não daria tempo de concluir a prova com o cuidado necessário. Fui obrigada a chutar mais de 30 questões por falta de tempo. Conversando com outros candidatos após a prova, soube que muitos passaram pela mesma situação”, relatou.

Reconhecimento da falha e ações tomadas

A confirmação do erro veio apenas após a saída da sala. Ao consultar o edital em seu telefone, a candidata e outros participantes constataram a irregularidade. Imediatamente, buscaram o fiscal volante.

“Eu e outros participantes solicitamos a presença do fiscal volante, que reconheceu o erro, afirmou que registraria o ocorrido em ata e anotou meu CPF e o de outros candidatos prejudicados”, explicou.

Para formalizar a queixa, ela enviou um e-mail para a FGV, banca organizadora do certame, no próprio dia do concurso. No entanto, até o momento da publicação desta matéria, não recebeu qualquer resposta ou confirmação sobre as providências a serem tomadas.

Buscando garantir seus direitos, a candidata foi além: registrou um Boletim de Ocorrência eletrônico e reuniu provas materiais, incluindo fotos do local de prova no horário da saída e um vídeo no qual o fiscal volante reconhece o erro e se compromete a registrá-lo.

Outros candidatos relataram mais irregularidades:

“Na minha sala, pessoas estavam com garrafas que não eram transparentes”, informou um deles. “A fiscal da minha prova tirou os minutos errados, faltavam 45 min e ela dizendo que faltavam 30”, diz um outro relato.

O Direção Concursos entrou em contato com a Fundação Getulio Vargas (FGV) e com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para se pronunciarem sobre o caso. Questionamos sobre a existência de outras ocorrências similares, as medidas que serão tomadas em relação aos candidatos prejudicados e qual o protocolo para situações dessa natureza.

Fontes: Metrópoles com informações do Direção Concursos

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