Boulos: de invasor do MTST para o poder



Por: Taciano Medrado*

Olá, caríssimos leitores,

Definitivamente Lula abriu a maleta de ferramentas rumo a reeleição em 2026. A escolha de Boulos faz parte da estratégia petista.

A decisão do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) de não concorrer a nenhum cargo eletivo e aceitar o convite de Lula para assumir a secretaria geral da Presidência da República está mais para o papel de articulador político do novo "chefe", do que para trabalhar pelo interesse do pais.

Parece que no Brasil, o “absurdo” perdeu o sentido e a coerência foi sepultada de vez. O governo Lula 3, em sua tentativa de consolidar o “poder popular”, flerta cada vez mais com o radicalismo travestido de justiça social. Agora, o fato se confirma: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu nomear o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) para o cargo de chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.

A mudança foi anunciada em nota oficial na segunda-feira, 20 de outubro, e marca mais um movimento simbólico do governo em direção à institucionalização dos movimentos sociais dentro do próprio poder estatal.

O órgão, criado em 1990, tem como competência coordenar e articular relações políticas do governo federal com diferentes segmentos da sociedade. Na prática, é responsável por fazer a interlocução do governo com movimentos sociais. Ou seja, nada mais conveniente do que colocar à frente dele justamente alguém que ganhou projeção nacional como líder de um movimento social, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), famoso por suas invasões e ocupações de propriedades.

Boulos também tem se destacado por sua atuação parlamentar e por organizar mobilizações de rua, como o movimento contra a chamada PEC da Blindagem, tentativa de alterar a Constituição para proteger parlamentares de processos criminais, que acabou rejeitada.

O deputado é considerado uma das principais lideranças da esquerda brasileira e visto por alguns como um dos possíveis sucessores do presidente Lula, que, inclusive, já o apoiou em outras disputas eleitorais.

Vale lembrar que Boulos já foi candidato à Presidência da República em 2018, ao lado da vice Sonia Guajajara (hoje ministra dos Povos Indígenas), terminando em décimo lugar, com 617 mil votos. Em 2020, disputou a prefeitura de São Paulo em chapa com Luiza Erundina (PSOL) e alcançou expressivos 40,6% dos votos válidos (2,1 milhões), sendo derrotado por Bruno Covas (PSDB). Já em 2022, tornou-se o deputado federal mais votado de São Paulo, com mais de 1 milhão de votos.

Naquele mesmo ano, chegou a cogitar disputar o governo do estado, mas recuou para fortalecer a unidade da esquerda, abrindo espaço para Fernando Haddad (PT), que terminou em segundo lugar no pleito. Agora, Boulos assumirá o lugar do atual ministro Márcio Costa Macêdo, um movimento que reforça ainda mais o entrelaçamento do PT com os partidos da extrema esquerda e os movimentos sociais.

Se confirmada sua influência ampliada dentro do governo, essa nomeação simboliza não apenas um rearranjo político, mas um marco ideológico: o líder das ocupações agora ocupa o Estado.

E, se o roteiro continuar como vem sendo escrito, só falta Stédile, o líder do MST, o movimento que faz da invasão de terras sua bandeira, ser o próximo da fila. Aí sim, o ciclo estará completo: o governo das invasões, com o Estado sendo comandado por quem antes o desafiava nas ruas e nos campos.

O que se vê, tristemente, é a institucionalização da militância e a normalização da ilegalidade, tudo sob o manto da “justiça social”. E enquanto isso, o país segue dividido, a economia cambaleia e o cidadão de bem, aquele que trabalha, paga impostos e respeita as lei, assiste atônito ao espetáculo da incoerência.

Brasil, país onde os invasores viram ministros e a legalidade vira piada.

(*) Professor e analista político

Importante: Precisamos, mais do que nunca, da sua ajuda para continuar no ar. Entre nessa luta com a gente: doe via PIX (20470878568) ou PIX (tgmedra@hotmail.com)

 

Não deixe de curtir nossa página www.profesortacianomedrado.com e no  Facebook e também Instagram para acompanhar  mais notícias do TMNews do Vale (Blog do professor TM)

 

Envie informações e sugestões para o TMNews do Vale  pelo   e-mail: tmnewsdovale@gmail.com

Faça um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem