A cidade de Juazeiro na Bahia há meses se prepara para receber o 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA).
Entre os dias 15 e 18 de outubro de 2025, o campus Juazeiro da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e seus arredores serão movimentados pelas diversas trocas de saberes que a agroecologia proporciona.
Com o lema “Agroecologia, Convivência com os Territórios Brasileiros e Justiça Climática”, o evento vai debater, principalmente, os aprendizados da agroecologia e da convivência com o Semiárido para o enfrentamento às mudanças climáticas e a promoção da segurança alimentar no Brasil.
Para José Nunes, presidente da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia), “realizar o Congresso no coração do Seminário brasileiro é uma oportunidade de evidenciar as práticas de resistência e promoção da agroecologia vinculadas à convivência com territórios, ao combate à fome e a redução das injustiças sociais em um país tão desigual como o Brasil. É preciso que a agroecologia brasileira conheça a realidade de quem produz comida de verdade e tece diversos arranjos sociais solidários em meio à Caatinga”.Com o Congresso, Juazeiro recebe mais de 4 mil pessoas de todo o Brasil. Na programação, estão previstas apresentações de trabalhos científicos e populares e palestras com especialistas de toda a América Latina sobre os temas do CBA, além de atividades abertas ao público em geral.
A primeira delas é o Ato Público, que vai acontecer na Nova Orla de Juazeiro, no Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro. “Ter o CBA nesta data permite que a gente traga de forma articulada duas prioridades políticas do próprio governo que é a agenda climática e a agenda alimentar, no dia internacional da alimentação, há um mês da COP 30.
A expectativa é de que o ato público trate da justiça climática. Isso é exatamente a força simbólica de convergir essas agendas e denunciar as falsas soluções que inviabilizam trajetórias efetivas estruturadas de superação da crise climática”, explicita o membro da Associação Brasileira de Agroecologia, Paulo Petersen.
Ciência, comida e arte – Mesmo não sendo congressista, as pessoas da cidade e arredores podem curtir dois festivais que são promovidos pelo CBA.
O 3º Festival Internacional de Cinema Agroecológico (Ficaeco) vai exibir 33 filmes nos dias 16 e 17, no Centro Cultural João Gilberto. E o 2º Festival de Arte e Cultura da Agroecologia (FACA), que através das várias linguagens artísticas - música, exposições, dança, literatura e teatro - vai tratar de assuntos que dialogam com a agroecologia e com várias questões que afetam negativamente a vida das pessoas.
No espaço da Univasf, vai ser montada a Feira da Agrobiodiversidade e Feira de Saberes e Sabores com barracas com produtos da agricultura familiar agroecológica de todas as regiões do país. Diversidade de produtos é uma forte característica desta feira que terá desde produtos in natura, até alimentos beneficiados, artesanato, produtos fitoterápicos e muito mais. Este espaço, sem dúvida, é a expressão do poder da agroecologia em produzir alimentos e outros produtos. Isso tudo associado à movimentação da economia local.
Também vai ter um espaço chamado Povos que alimentam, que promoverá trocas de receitas populares. As crianças também têm um lugar só pra elas. O espaço Ciranda Infantil - Ana Primavesi vai funcionar no local tal, em tal horário e dias, e está aberto para acolher as crianças do
Sobre o Congresso Brasileiro de Agroecologia – Realizado a cada dois anos desde 2003, o Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) é construído por uma ampla frente de parceiros nacionais e internacionais. Mais que um espaço de fortalecimento da agroecologia como ciência, o CBA é um território de diálogo entre diferentes formas de conhecimento, proporcionando legados agroecológicos em todos os territórios por onde ele passa.
Nesta 13ª edição em Juazeiro (BA), o CBA é realizado pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), com organização local da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), do Serviço de Assessoria a Organizações Populares (Sasop), da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), da Universidade do Estado da Bahia (Uneb de Juazeiro), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento dos Pequenos e Pequenas Agricultoras (MPA), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE) e Rede de Agroecologia Povos da Mata .
O Congresso conta com o apoio do Governo Federal por meio dos Ministérios da Saúde, Igualdade Racial, Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, e Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e FioTec, Governo do Estado da Bahia, por meio do Programa Bahia sem Fome e Bahia Turismo; e Prefeitura Municipal de Juazeiro.
Conta também com a contribuição de representantes de diversas organizações, redes e articulações da sociedade civil, instituições de ensino, movimentos sociais populares e comunidades tradicionais.
Ascom
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