“Esta página não está disponível. Lamentamos o incômodo. Tente pesquisar outro conteúdo”, era a mensagem exibida ao tentar acessar o canal que, segundo a imprensa local, acumulava mais de 233 mil inscritos.
Até o momento, não há qualquer informação sobre os motivos que levaram o YouTube a suspender o canal, e o governo venezuelano também não se pronunciou sobre o caso.
A suspensão do canal de Maduro acontece após, em várias ocasiões, os Estados Unidos e a União Europeia terem imposto sanções contra funcionários do governo venezuelano e contra empresas que fazem negócios com a Venezuela.
Além disso, clientes de diversos bancos europeus têm sido impedidos de realizar transferências internacionais pela internet a partir da Venezuela, e vários bancos estariam restringindo operações de contas por serem usadas em “localizações restritas”.
A suspensão ocorre em meio ao aumento das tensões entre Venezuela e Estados Unidos, depois de, em agosto, o presidente norte-americano Donald Trump ter ordenado o envio de navios de guerra para águas internacionais próximas ao país sul-americano, alegando combate aos cartéis de drogas da América Latina.
Na semana passada, Trump anunciou que os Estados Unidos haviam atacado um “barco que transportava drogas”, matando 11 “narcoterroristas”. Segundo ele, tratava-se de membros do Tren de Aragua, um cartel venezuelano com atuação em vários países e classificado como organização terrorista pelo presidente norte-americano.Os Estados Unidos acusam Maduro de liderar o Cartel de los Soles, um grupo dedicado ao tráfico de drogas, e recentemente aumentaram a recompensa por informações que levem à sua captura para 50 milhões de dólares (cerca de 43 milhões de euros).
O presidente da Venezuela denunciou a presença militar norte-americana perto da costa venezuelana e negou qualquer ligação com o tráfico de drogas.
Nas últimas semanas, Maduro pediu à população que se alistasse na milícia — um corpo altamente politizado criado pelo falecido presidente Hugo Chávez (1954-2013) — além de anunciar um plano de defesa e o envio de 25 mil militares para as fronteiras.
Fonte: Noticias ao Minuto
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