O suicídio é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um grave problema de saúde pública. Estima-se que, no mundo, uma pessoa morra por suicídio a cada 40 segundos. No Brasil, são registrados cerca de 14 mil casos por ano, segundo dados do Ministério da Saúde.
O tema, marcado por complexidade, envolve fatores emocionais, psicológicos, sociais e biológicos, podendo atingir pessoas de todas as idades e contextos.
Durante este Setembro Amarelo, a UPAE Petrolina promove ações de conscientização sobre saúde mental junto aos seus colaboradores e reforça a necessidade de quebrar tabus e falar sobre o tema com acolhimento.
Para a psicóloga da unidade, Karen Coelho, cuidar da saúde mental vai além da ausência de transtornos, "significa desenvolver recursos para lidar com os desafios do cotidiano e buscar equilíbrio emocional. Estar atento a sinais de alerta, como isolamento, desesperança, mudanças bruscas de comportamento ou falas sobre morte, é essencial".Segundo a psicóloga, procurar ajuda psicológica ou psiquiátrica diante de sofrimento intenso não é sinal de fraqueza, mas sim de coragem e cuidado com a própria vida. Ela reforça ainda algumas medidas práticas que podem fortalecer a saúde mental: priorizar um sono de qualidade, praticar atividade física regularmente, conversar sobre sentimentos com pessoas de confiança, reservar tempo para lazer e hobbies e procurar profissionais de saúde mental sempre que necessário
"Escute sem críticas, demonstre empatia, diga que está disponível e sugira a busca por atendimento profissional. Muitas vezes, não precisamos ter todas as respostas, mas podemos ser um elo fundamental de suporte", orienta a especialista.
Rede de apoio
A UPAE Petrolina, além de oferecer atendimento e orientação aos usuários, também mantém um espaço de cuidado voltado para seus colaboradores, que contam com acompanhamento psicológico dentro da unidade.
Quem enfrenta momentos de sofrimento pode recorrer ao CVV – Centro de Valorização da Vida (188), além dos serviços públicos de saúde como CAPS, Unidades Básicas e pronto atendimentos.
"Ninguém precisa enfrentar a dor sozinho. Pedir ajuda é um ato de coragem e pode ser o primeiro passo para reconstruir a esperança", conclui a psicóloga.
Texto e foto Ascom
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