
(*) Taciano Medrado
Parece que o Brasileirão virou hospital de emergência para clubes com autoestima frágil. O diagnóstico mais comum? A famigerada síndrome das goleadas, uma epidemia que percorre estádios de norte a sul e não poupa nem os que se acham imunes pela "tradição". A vítima da vez: o Bahia, que entrou em campo com a confiança de quem acreditava em equilíbrio e saiu com a sensação de que participou de um treino coletivo do adversário.
Depois das goleadas acachapantes do Vasco pra cima do Santos (6 x 0), do Flamengo pra cima do Vitória (8 x 0), agora chegou a vez do Bahia perder para a revelação do campeonato, o Mirassol, pelo placar de 5 x 1 nesse domingo, dia 31 de agosto. Uma sequência de vexames que mais parece rodada de videogame no modo “iniciante”, onde os grandes viram meros sparrings para os aspirantes a protagonistas.
Mas calma, não é exclusividade do tricolor baiano. Essa doença é altamente contagiosa e vem se espalhando temporada após temporada. O time toma um, dois gols… e logo começa a febre, os suores frios e o apagão tático. A defesa vira peneira, o meio-campo some, e o ataque parece em greve. Quando o árbitro apita o final, lá está o placar escancarando a patologia: mais um massacre digno de meme e estatística cruel.
Os dirigentes, claro, vão aparecer nos microfones com aquele receituário repetido: “É preciso ter paciência”, “o trabalho está sendo feito”, “confiança no elenco”. Enquanto isso, a torcida, que já conhece os sintomas, recorre ao velho remédio caseiro: reclamar nas redes sociais e pedir demissão em massa da diretoria.
No fundo, a síndrome das goleadas não é apenas sobre futebol. É sobre gestão amadora, contratações duvidosas e a incapacidade de aprender com os erros. Hoje foi o Bahia. Ontem foi o Santos. Anteontem o Vitória. Amanhã, quem sabe? Resta agora esperar qual será a próxima vítima desse vírus "goleatus"
O Brasileirão segue como um laboratório da humilhação esportiva — e a epidemia, ao que parece, não terá cura tão cedo.
(*) Professor e amante do futebol arte
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